José Eugênio Gizzi (à dir.) visitou a redação da FOLHA acompanhado do  presidente do Sinduscon Norte, Rodrigo Zacaria: "Queremos uma maior participação dos sindicatos"
José Eugênio Gizzi (à dir.) visitou a redação da FOLHA acompanhado do presidente do Sinduscon Norte, Rodrigo Zacaria: "Queremos uma maior participação dos sindicatos" | Foto: Gustavo Carneiro

Fazer menos política, ser mais transparente e protagonista. Em linhas gerais, essas são as propostas do candidato a presidente da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), o empresário da área da construção civil, José Eugênio Souza de Bueno Gizzi. Cabeça da chapa de oposição, ele disputa o cargo na eleição do dia 14 de agosto com o candidato da situação, Carlos Walter Martins Pedro.

Em visita à FOLHA nesta segunda-feira (22), acompanhado do presidente do Sinduscon Norte, Rodrigo Zacaria - Gizzi disse que, apesar de reconhecer o cargo de presidente da Fiep como político, ele não tem filiação, nem compromisso com qualquer partido. A interlocução política da entidade deve ser no sentido de mostrar ao Estado que é possível produzir mais, gerar mais investimentos e empregos. E propor uma política industrial adequada. “O grande ganhador será o Estado que é o nosso maior sócio.” Segundo ele, a indústria é responsável por quase 30% dos empregos formais do Paraná assim como 40% das exportações.

Outra proposta de Gizzi é implantar um modelo de governança que permita mais democracia e transparência na federação. Ele também alega que é preciso retomar o protagonismo dos sindicatos que compõem a entidade. “Queremos uma maior participação dos sindicatos. Para defender a indústria é preciso fortalecer os sindicatos. Ainda mais agora com o fim do imposto sindical obrigatório.” O empresário diz que viajou 6 mil km ouvindo industriais de todo o Paraná.

Sobre a industrialização do interior, afirmou que vai propor um projeto de incentivo ao governo. “Se o empresário quer investir em Curitiba, terá zero de incentivo. Se for para Londrina, ganhará pontos (incentivo). Se for para um lugar mais distante, como Guaíra, ganhará ainda mais pontos.”

Gizzi defendeu mais protagonismo para levar o desenvolvimento para todo o Estado. “A federação precisa brigar por uma melhor infraestrutura, por um pedágio que não inviabilize o interior.”

Ele também propõe que o Senai invista mais em mão de obra de TI em Londrina, para atrair novas empresas dessa área.

Na visita à FOLHA, Gizzi e Zacaria foram recepcionados pelo superintendente do Grupo Folha de Comunicação, José Nicolás Mejía.

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