Canavieiros deflagram greve em São Paulo
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terça-feira, 12 de junho de 2001
Agência Folha De São José do Rio Preto 
Canavieiros de São Paulo iniciaram ontem uma greve por tempo indeterminado, depois de impasse nas negociações salariais. A Fetaesp (Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado de São Paulo) reivindica reajuste salarial de 65%. O piso passaria de R$ 235,22 para R$ 389. A Faesp (Federação da Agricultura do Estado de São Paulo) apresentou contraproposta de 8%, rejeitada pelos trabalhadores. Com a sugestão, o piso subiria para R$ 254,04.
A paralisação, decidida na sexta-feira da semana passada, começou ontem em vários pontos do Estado. Caso não haja acordo, os sindicatos de trabalhadores planejam estender a greve a 100% da categoria até o final da próxima semana. A categoria tem 250 mil trabalhadores no Estado. Não havia registro de greve no setor desde 1992.
Os trabalhadores argumentam que produtores rurais e usineiros tiveram recuperação nos preços da matéria-prima e dos produtos derivados nos últimos anos, enquanto os reajustes salariais ficaram abaixo da inflação. O advogado Luiz Fernando Machado, representante dos patrões na comissão de negociação, disse que a contraproposta de 8% significa 13,15% acima da inflação do período. Por isso, acredita que a greve não prospere.
A assessoria da Única (União Agroindústria Canavieira de São Paulo), representante das usinas, disse que a paralisação não atinge a produção nesse estágio da greve.


