Canal eletrônico pode reduzir custos em 8%
Usar um canal eletrônico para diminuir custos e aumentar a competitividade de pequenos e médios empresários num mercado dominado por grandes corporações. Esse é o principal objetivo da iniciativa proposta, semana passada, pela Associação Londrinense de Empresários Supermercadistas (Ales) a fornecedores da região.
A Ales está se unindo à empresa especializada em soluções de comércio eletrônico Netsuper (www.netsuper.com.br) para tentar otimizar resultados entre indústria e supermercadistas. Segundo o técnico que apresentou a proposta, Maurício Baptistelli, com o atendimento direto pelo sistema de business to business (B2B) a redução de custos pode chegar a 8% para o fornecedor.
Para conseguir tal feito, a Netsuper oferece soluções que compreendem vendas diretas (ligação entre fornecedor e varejista), ofertas especiais, logística integrada com central de distribuição em São Paulo, seguro de crédito e liquidação financeira. A medida, conforme Baptistelli, reduz custos de venda através do aumento da produtividade, diminui o problema de falta de produtos na loja com um reabastecimento contínuo, o vendedor passa a ser um consultor de negócios, há maior agilidade no lançamento de novos produtos, a empresa consegue crescer horizontalmente e aumentar a margem (de lucro) média, os custos de logística diminuem e a necessidade de capital de giro também é reduzida. Outra questão importante é que o industrial poderá manter tabelas diferenciadas, com preços regionalizados.
Cada fornecedor arcará com um custo mensal fixo de R$ 100,00, mais uma taxa, também mensal, de R$ 3,95 por número de Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), a título de instalação e manutenção das tabelas de preços na página da Netsuper. O varejista recebe um microcomputador, os aplicativos, assistência técnica e treinamento da Netsuper.
A informatização encurtou distâncias, trouxe modificações e esse é o caminho para os pequenos e médios varejistas, comentou o vice-presidente da Ales e tesoureiro da Associação Brasileira de Centrais de Compra (Abracom), Humberto Tomiotto. Ele completou informando que a iniciativa faz parte de um plano nacional para criar uma rede unindo o pequeno e médio supermercadista ao pequeno e médio industrial. É uma forma de combater os grandes conglomerados, que querem tomar o nosso lugar (no varejo) e subjulgar a pequena indústria, afirmou.
De acordo com Tomiotto, a medida já foi implantada com sucesso por associações do Rio Grande do Sul, São Paulo e Espírito Santo. O projeto inicial veio da Itália, trazida pelo Sindicato do Comércio Varejista de São Paulo (Sincovaga) e pela Universidade de São Paulo (USP). A intenção é implementar a idéia até o dia 22 de março.





