O Canadá recebeu a decisão final da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre empréstimos, questionados pelo Brasil, que a empresa canadense concedeu aos clientes da aeronáutica Bombardier, informou ontem o ministro canadense do comércio internacional. ''A OMC acaba de nos comunicar um informe confidencial'', disse um porta-voz do ministério, Oussamah Tamim, recusando-se a dar mais informações antes da publicação do informe.
Mas segundo informações obtidas pela mídia canadense na reunião da OMC em Doha (Catar), a OMC pediria a Ottawa retirar seus empréstimos a taxas preferenciais prometidos às companhias aéreas americanas Air Wisconsin e Comair, e a espanhola Air Nostrum, que permitiram à Bombardier obter grandes contratos frente à brasileira Embraer.
Em uma decisão preliminar divulgada em outubro, a OMC deu razão ao Brasil, que questionava a ajuda concedida por Ottawa à Air Wisconsin, uma filial da United Airlines.
Há cinco anos, Brasília e Ottawa se acusam mutuamente de subsidiar ilegalmente as estrelas de sua indústria aeronáutica, Embraer e Bombardier, respectivamente.
No ano passado, a OMC considerou que o Canadá, diferentemente do Brasil, tinha reestruturado suficientemente seu programa de ajuda tecnológica para se conformar às exigências da OMC e autorizou o Canadá a tomar represálias.
Para compensar a ajuda de Brasília à Embraer, Ottawa afirmou então que aplicaria os mesmos métodos que o governo brasileiro, os quais sustenta oferecem condições de empréstimos vantajosas à Bombardier. (France Presse)

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