O governo canadense quer incluir, nas regras da futura Área de Livre Comércio das Américas (Alca), cláusulas de proteção ambiental e de direito dos trabalhadores para os 34 países que formarão o bloco. Em reunião com o Conselho Canadense para as Américas, hoje, o secretário de Estado para América Latina e África, David Kilgour, destacou que a criação da Alca vai permitir a formação de uma estrutura de regras mais justas e liberais de comércio capaz de reduzir as diferenças sociais no continente, abrindo caminho para a proteção dos direitos dos trabalhadores e do meio ambiente.
A posição canadense contraria a opinião de boa parte dos países em desenvolvimento das Américas, incluindo o Brasil, que temem que cláusulas ambientais e trabalhistas sejam usadas como formas de protecionismo contra a vantagem competitiva dos futuros parceiros comerciais, sobretudo nas áreas agrícola e siderúrgica.
Somado ao anúncio feito em 5 de fevereiro pelos ministros de Comércio Exterior, Pierre Pettigrew, e do Meio Ambiente, David Anderson, de que o governo canadense criou uma estrutura especial para incluir avaliações de impactos ambientais nos acordos de comércio internacional, o discurso de Kilgour deixa claro que o tema fará parte da Cúpula das Américas, que acontece entre 20 e 22 de abril em Quebec, Canadá.
Ao pedir o apoio dos canadenses para a Alca, na reunião do conselho Kilgour afirmou que o relacionamento do Canadá com os países ao sul do Hemisfério tem um impacto direto na segurança econômica do país e no padrão vida de toda a população.

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