Canadá avalia outras retaliações ao Brasil
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sexta-feira, 12 de janeiro de 2001
Agência Estado De São Paulo 
A porta-voz do governo canadense no Brasil, Sílvia Bertoni Reis, disse ontem em entrevista à Agência Estado que a decisão do governo canadense de colocar US$ 2 bilhões à disposição da Bombardier, que foi anunciada anteontem, é parte do processo de retaliações que o Canadá foi autorizado pela Organização Mundial de Comércio (OMC) a aplicar sobre o Brasil.
Segundo ela, as retaliações podem não parar aí. O governo do Canadá ainda avalia, com o Parlamento, outras formas de retaliação, afirmou.
Para o Canadá, o Brasil continua a oferecer subsídios ilegais à Embraer, na forma de créditos de equalização de juros dentro do Programa de Estímulo às Exportações (Proex).
Segundo a porta-voz do governo canadense, foi a Bombardier que solicitou o crédito a Ottawa, como forma de equalizar os subsídios ilegais que o Brasil continua a oferecer à Embraer.
Dessa forma, a fabricante canadense de jatos regionais pretende competir com a Embraer em igualdade de condições. A política canadense não é favorável a subsídios, mas a continuidade das práticas ilegais pelo Brasil deixa o Canadá sem chances, afirmou Sílvia.
A OMC autorizou o Canadá a retaliar o Brasil em US$ 1,4 bilhão. Esse valor poderá ser dividido em seis anos, como resultado da disputa entre Embraer e Bombardier pelo mercado de jatos regionais.
O crédito à Bombardier anunciado pelo governo canadense já supera o valor autorizado pela Organização Mundial do Comércio. A medida vai ajudar a Bombardier na disputa pela venda de 75 jatos regionais à Air Wisconsin, subsidiária da norte-americana United Airlines.


