Cana terá mais máquinas e menos homens este ano
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sexta-feira, 13 de abril de 2001
Kelly Lima Agência Estado 
A safra de cana-de-açúcar 2001/02, cuja colheita começou há 15 dias no Mato Grosso e nesta semana no Paraná, em menos de um mês será iniciada em São Paulo, com 112 colheitadeiras a mais no campo do que as existentes ano passado, conforme levantamento do setor preparado pela Case CNH, unidade de Piracicaba. Em contrapartida, o número de trabalhadores rurais atuando na colheita da cana deve cair de 220 mil na safra passada para 200 mil este ano, segundo estimativas da Federação dos Trabalhadores na Agricultura.
O número de colheitadeiras vendidas no ano passado e que chegam ao campo neste ano corresponde a média anual dos últimos cinco anos, apesar de ser inferior às 148 compradas pelo setor em 1998 e às 118 adquiridas em 99. A explicação dos fabricantes para a queda nas vendas é a mudança na lei de combate às queimadas. Ainda sem ser regulamentada, a legislação adia de 2006 para 2020 o prazo para o fim da colheita de cana queimada no Estado de São Paulo . Esta modificação na lei reprime a demanda, porque o produtor adia o investimento necessário para mecanizar sua colheita, analisa Eduardo Cunale, diretor de vendas da Cameco em Ribeirão Preto.
O investimento a que ele se refere é um montante que beira R$ 1 milhão, se considerado o valor gasto na máquina, cerca de R$ 450 mil, tratos, transbordo da cana e mais preparo do canavial para a mecanização. A economia com a colheita, no entanto, chega a 25%, segundo o gerente de vendas da Case, em Piracicaba, Gercy James Soares.


