O crescimento do mercado americano por um combustível menos poluente está fazendo com que seja criada a cada mês uma usina para produção de etanol, a partir do milho, nos Estados Unidos. Por enquanto, a produção americana, de cerca de 20 bilhões de litros por ano, está concentrada no milho, mas há investimentos em pesquisas para obtenção de energia a partir de material não utilizado para alimentação humana como o sorgo, os restos do trigo e a celulose. A demanda americana é por 600 bilhões de litros de combustível por ano.
No entanto, o álcool produzido a partir da cana-de-açúcar apresenta maior teor energético. Segundo o pesquisador brasileiro, Frederique de Abreu, do Ministério da Agricultura, o etanol brasileiro atinge 8,3 unidades de energia, enquanto o etanol de milho não atinge 2 unidades. ''A comparação entre o combustível de cana e de milho é desleal e, além disso, a fabricação de álcool a partir da cana é mais barata do que a do milho'', disse.
Segundo Kevin Hicks, líder de pesquisa da área de Engenharia e Ciência de Aproveitamento de Cultivos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o País está preocupado com a questão ambiental e também está buscando alternativas para a auto-suficiência energética. Por isso, já existe uma lei que determina a adição de 10% de etanol à gasolina. Além de combustível, o etanol é também usado para fabricação de bebidas e solventes industriais, em pequena escala.(F.M.)

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