São Paulo - O diretor-executivo da Organização Internacional do Açúcar (ISO), Peter Baron, defendeu ontem, durante a conferência Datagro, um maior investimento na diversificação da produção do setor sucroenergético no Brasil e no mundo. Segundo ele, quanto mais diversificado o setor, mais protegida contra a volatilidade dos preços do açúcar a empresa estará.
Neste processo, Baron acredita que os governos precisariam mudar o foco de seu apoio, de combustíveis fósseis para os renováveis. ''No Brasil, por exemplo, os subsídios para a indústria do petróleo são dez vezes superiores aos dados aos renováveis'', explica. No mundo, enquanto os combustíveis renováveis recebem investimentos de US$ 45 bilhões, os fósseis recebem US$ 500 bilhões. Mesmo assim, as receitas com etanol estão crescendo nos países produtores. Baron informa que, no Brasil, o faturamento com as vendas de etanol deve somar, em 2010, US$ 12,5 bilhões ante US$ 10 bilhões em 2009.
Além do etanol, Baron citou oportunidades de diversificação também na cogeração de energia através da biomassa e da produção de produtos bioquímicos a partir da cana. Para o Brasil, Baron estima que a potencial para produzir bioeletricidade do bagaço saia de 12 mil MW em 2010/11 para 28 mil MW em 2018/19.

mockup