Campos em produção recebem nova remessa de vespinhas
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terça-feira, 30 de janeiro de 2001
Sid Sauer De Campo Mourão 
Cerca de 100 mil vespas Trissolcus basalis soltas na semana passada em plantações de soja na microbacia do Rio do Campo, em Campo Mourão, estão ajudando no controle de pragas. Foi a última soltura da atual safra. No total, foram soltas, desde o final de dezembro, 350 mil vespinhas que fazem o controle natural do percevejo da soja. A soltura aconteceu em nove pontos estratégicos da microbacia.
A vespinhas são colocadas livres de acordo com um monitoramento feito por 15 alunos do Colégio Agrícola de Campo Mourão. Esse trabalho, que detecta o grau de infestação de pragas na soja, segue até a primeira quinzena de março. Segundo os técnicos, o nível de infestação na atual safra tem sido normal e o volume de chuvas tem contribuído para o controle biológico de pragas.
A microbacia do Rio do Campo tem 7.076 hectares, sendo que 4.500 hectares são ocupados por lavouras de soja. A maioria das cerca de 100 propriedades da área utiliza quase que exclusivamente produtos fisiológicos e biológicos no combate de pragas. Além do preservação do meio ambiente, o sistema também garante economia aos produtores.
Segundo Elson Buaski, responsável pelo laboratório comunitário de multiplicação de vespinhas na comunidade de Alto Alegre, a aplicação de agrotóxicos faz o agricultor perder até cinco sacas de soja por alqueire somente com a passagem do trator. As vespinhas são soltas em garrafas, de onde saem voando, ou em cartelas, onde ainda precisam nascer.
O laboratório começa agora a coleta de percevejos para a produção dos ovos que, por sua vez, dão origem à vespinha. O laboratório de Alto Alegre foi implantado em 1994. O monitoramento e o controle biológico de pragas fazem parte do projeto de Qualidade do Ambiente Produtivo Rural, desenvolvido há mais de 20 anos na microbacia do Rio do Campo.


