Campo Mourão espera. E só
PUBLICAÇÃO
domingo, 06 de abril de 1997
Sid Sauer Correspondente 
CAMPO MOURÃO - Os resultados da atual safra, por enquanto, mexeram mais nas expectativas do que nos caixas das principais revendedoras de veículos e máquinas agrícolas e também das imobiliárias. Nas concessionárias, a previsão é para um aumento nas vendas de pelo menos 30%, mas há receio sobre o comportamento dos agricultores. Os produtores estão frustrados porque houve queda na produtividade, analisa o gerente de vendas da Trombini Veículos, Antônio Aguilar.
Mesmo com a queda, no entanto, Aguilar trabalha com uma expectativa em aumentar as vendas em até 40%. Já percebemos que os agricultores estão começando a fazer pesquisas e consultas, conta. A expectativa é a mesma na Cimauto, onde o gerente Natalberto Peres de Lima espera vender até 15 carros a mais por mês a partir de agora. Já começamos a fechar os primeiros negócios, frisa. Ele se diz eufórico com o bom preço alcançado pela soja. A melhor fase ainda vai vir.
Nélson Queiroz, que dirige uma empresa de maquinários agrícolas (Taico) e outra de veículos (Pismel), também aposta no bom preço da soja para aumentar suas vendas em pelo menos 30%. A expectativa fica por conta, principalmente, dos carros de passeio. Além de achar que os agricultores estão mais capitalizados este ano, ele conta com o fato da Ford estar colocando novos modelos no mercado. Sobre os implementos, ele já comemora um aumento de 30% durante a safra.
No mercado imobiliário, a safra ainda não causou nenhuma influência. Pelo menos é o que diz o diretor da Imobiliária Tapowick, Marcos Kunzler. As vendas melhoraram, mas não são os agricultores que estão comprando imóveis, frisa. Com a safra, ele acredita que a tendência é melhorar ainda mais. A venda de imóveis rurais, por exemplo, está parada. Como os negócios dessas áreas são feitos em sacas de soja, ninguém quer comprar agora, que o produto está em alta.


