CAMPO MOURÃO - Os resultados da atual safra, por enquanto, mexeram mais nas expectativas do que nos caixas das principais revendedoras de veículos e máquinas agrícolas e também das imobiliárias. Nas concessionárias, a previsão é para um aumento nas vendas de pelo menos 30%, mas há receio sobre o comportamento dos agricultores. ‘‘Os produtores estão frustrados porque houve queda na produtividade’’, analisa o gerente de vendas da Trombini Veículos, Antônio Aguilar.
Mesmo com a queda, no entanto, Aguilar trabalha com uma expectativa em aumentar as vendas em até 40%. ‘‘Já percebemos que os agricultores estão começando a fazer pesquisas e consultas’’, conta. A expectativa é a mesma na Cimauto, onde o gerente Natalberto Peres de Lima espera vender até 15 carros a mais por mês a partir de agora. ‘‘Já começamos a fechar os primeiros negócios’’, frisa. Ele se diz eufórico com o bom preço alcançado pela soja. ‘‘A melhor fase ainda vai vir’’.
Nélson Queiroz, que dirige uma empresa de maquinários agrícolas (Taico) e outra de veículos (Pismel), também aposta no bom preço da soja para aumentar suas vendas em pelo menos 30%. A expectativa fica por conta, principalmente, dos carros de passeio. Além de achar que os agricultores estão mais capitalizados este ano, ele conta com o fato da Ford estar colocando novos modelos no mercado. Sobre os implementos, ele já comemora um aumento de 30% durante a safra.
No mercado imobiliário, a safra ainda não causou nenhuma influência. Pelo menos é o que diz o diretor da Imobiliária Tapowick, Marcos Kunzler. ‘‘As vendas melhoraram, mas não são os agricultores que estão comprando imóveis’’, frisa. Com a safra, ele acredita que a tendência é melhorar ainda mais. A venda de imóveis rurais, por exemplo, está parada. ‘‘Como os negócios dessas áreas são feitos em sacas de soja, ninguém quer comprar agora, que o produto está em alta’’.

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