Campo Largo quer aumentar exportações
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sexta-feira, 02 de setembro de 2005
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Curitiba A Prefeitura Municipal de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, está animada com os resultados que o 98º Encontro de Comércio Exterior (Encomex), realizado ontem no município, pode trazer aos micro e pequenos empresários locais. Mais de 500 pessoas participaram do evento, organizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), com objetivo de esclarecer os pequenos e micro empresários e incrementar as exportações locais.
''O importante é colocar essas pessoas na roda da exportação. Se conseguirmos que um pequeno produtor de vinho, por exemplo, consiga entrar no mercado internacional, o resultado já será importante'', avalia o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Luiz Fernando Mazanek, ressaltando que uma das metas da atual gestão municipal é ''plantar a semente da cultura da exportação em Campo Largo''.
O município exportou entre janeiro a julho deste ano US$ 205 milhões, 22% superior ao do mesmo período de 2004, contabilizado em US$ 168 milhões. Apesar da cerâmica ser a base da economia local, os produtos mais vendidos para o mercado internacional foram motores de explosão para veículos (US$ 161 milhões), responsável por 78,6% das exportações do município; seguido por ladrilhos de cerâmica e autopeças. Além disso, novos produtos começaram a ser exportados este ano, entre eles, sacos para embalagens, compressores de gases de pistão e tecidos.
As exportações vêm crescendo. Em 2004, o município vendeu US$ 354 milhões para o mercado internacional, 12,4% a mais do que em 2003 (US$ 315 milhões). Com esse resultado, Campo Largo se estabeleceu na 58º colocação no ranking dos municípios exportadores. Os principais destinos são o Reino Unido, seguido pelos Estados Unidos, China e México. No entanto, mercados não-tradicionais vêm ampliando sua participação, como é o caso da Venezuela, Senegal, Moçambique e Gâmbia.
De acordo com o secretário, a intenção é aumentar principalmente o espaço internacional para o setor de cerâmica, bastante prejudicado no mercado interno e externo pelos baixos preços dos produtos chineses. O evento contou, segundo ele, com especial atenção para produtores de artesanato, a maioria em cerâmica, e para produtores de orgânicos e de agronegócios.
O encontro é importante, segundo Mazanek, porque reuniu no mesmo local representantes de todos os agentes e parceiros necessários para o processo de exportação, como correios, bancos, aduana, entre outros, como o Instituto Tecnológico do Paraná (Tecpar), que prestou informações sobre o que fazer para exportar, como obter certificação dos produtos, e outras exigências. ''O empresário sai daqui em condições de fazer a exportação'', conta. Outro mecanismo importante disponibilizado pelo ministério é o ''radar'', uma ferramenta que permite localizar os mercados em todo mundo para cada tipo de produto.


