Campo Largo prepara-se para receber a Chrysler
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terça-feira, 31 de dezembro de 1996
Sucursal de Curitiba 
O prefeito eleito de Campo Largo, Newton Puppi, está entusiasmado com a instalação da fábrica da Chrysler no município. Junto com suas fornecedoras, a Chrysler deve aumentar a arrecadação de Campo Largo dos atuais R$ 1,5 milhão para R$ 5 milhões mensais. Mas Puppi quer evitar que o município seja transformado numa Guarulhos. Guarulhos é o grande exemplo negativo que Campo Largo vai evitar nesse processo de industrialização, garante o futuro prefeito.
Newton Puppi admite que Campo Largo precisa avançar muito em infra-estrutura para receber a Chrysler. Temos que investir principalmente em saúde, educação e segurança, sentencia.
Puppi afirma que a mão-de-obra disponível em Campo Largo é totalmente voltada para a indústria cerâmica e têxtil. Precisamos preparar mão-de-obra para atender à Chrysler e suas fornecedoras, afirmou. Por isso, o prefeito eleito e o futuro secretário municipal da Educação, Juarez Antunes, já iniciaram contatos com a direção do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), em Curitiba, para a instalação de uma unidade avançada em Campo Largo para o ensino de metalurgia.
Precisamos preparar a nossa cidade para o crescimento econômico, sem perder as características de nossa cultura e da nossa colonização italiana e polonesa, afirma Puppi.
Essa será uma tarefa difícil para o futuro prefeito. Além da Chrysler, outras indústrias fornecedoras deverão se instalar em Campo Largo, o que vai elevar de R$ 315 milhões para aproximadamente R$ 1 bilhão os investimentos na cidade. Segundo Puppi, quatro empresas norte-americanas fornecedoras tradicionais da Chrysler já informaram que também instalarão unidades próprias em Campo Largo - uma delas é a Dana, que produz conjuntos de freios, chassis e outros componentes básicos para a Chrysler.
Para enfrentar esse desafio, Puppi conta com a ajuda do prefeito eleito de Curitiba, Cássio Taniguchi. Segundo ele, o crescimento da região metropolitana de Curitiba, que começa a se transformar no segundo maior pólo automobilístico do Brasil, exige a integração completa dos municípios da região. É preciso estender os benefícios públicos e a qualidade dos serviços e infra-estrutura disponíveis em Curitiba para os demais municípios da região metropolitana, afirma.


