Quase um ano atrás, quando o engenheiro agrônomo Edison Mazei Ponti assumiu a presidência do Sindicato Rural de Londrina, a agricultura vivia seus piores dias. Não só pelo sacrifício que lhe fora imposto pelo Real - afinal seria mais um plano em que o setor primário pagaria a conta, com juros altos, importações subsidiadas etc - mas pelo tratamento político e, sobretudo, pela desinformação que se passava à sociedade formando uma imagem negativa do setor. Tomada pelo baixo astral, a agricultura tinha dificuldade de reagir e reverter o quadro. Este era o desafio. E, neste contexto, foram muitos os embates travado pelo Sindicato e por Ponti:
- Criou a campanha de ‘‘mobilização sindical’’ e cobrou posição das lideranças políticas; atuou para que a sociedade se envolvesse mais com as causas da agricultura e, com a Faep e outros sindicatos, esteve à frente de várias ações como:
- A polêmica da reserva legal, cuja pressão das forças representativas da agricultura culminou com a Medida Provisória (MP) do presidente da República suspendendo as ações. Tais ações impetrada por ‘‘pretensas’’ entidades ecológicas acabariam por inviabilizar a pequena e média propriedades rurais;
- Foi um dos precursores do ‘‘Pacto por Londrina’’, reunindo outras entidades sindicais e associações de classes como Associação Comercial, Sociedade Rural e Sinduscon;
- Expôs ao presidente Fernando Henrique Cardoso a necessidade de um canal direto com o interior pois as informações que FHC recebia de assessores espelhavam a realidade da agricultura;
- Nas discussões sobre crédito e custo de produção, Ponti tem colocado sua experiência de ex-presidente da Associação Brasileira das Empresas de Planejamento (Abepa), período em que conviveu com a tecnocracia do Banco Central e do Ministério das Fazenda. Ponti é um crítico dessa burocracia que conhece ‘‘por dentro’’ e sabe como lidar com ela, quando necessário.

mockup