Cem mil folhetos são a nova arma de uma campanha iniciada há seis meses para tentar mudar a imagem de Ciudad del Este, até hoje considerada o paraíso das falsificações. Com tiragem de 100 mil exemplares, o folheto traz uma lista dos dez ‘‘mandamentos’’ para que o consumidor não seja enganado na hora da compra (veja quadro ao lado).
Patrocinados por três das principais lojas da cidade - Monalisa, Casa China e Casa Americana -, os folhetos estão sendo distribuídos nas lojas de Ciudad del Este e em agências de turismo, hotéis e restaurantes de Foz do Iguaçu.
Com o apoio oficial dos Estados Unidos - país mais prejudicado pelas falsificações -, o governo paraguaio e o Centro de Importadores e Comerciantes de Alto Paraná (Cicap) iniciaram em julho um trabalho intensivo para apreender e destruir mercadorias falsificadas, geralmente produzidas no Brasil e em países asiáticos. O primeiro levantamento apontou que a campanha já confiscou o equivalente a US$ 6 milhões em produtos pirateados.
Além disso, Cicap e Municipalidad (prefeitura) está atacando outros problemas de Ciudad del Este: a insegurança e o trânsito caótico. A entidade colocou nas ruas o Pelotão de Proteção ao Turista. Nos dias úteis, um grupo de 90 homens trabalha no centro comercial da cidade. Além de proteger os turistas de assaltos, o pelotão é treinado para receber reclamações de compradores lesados por comerciantes. Segundo o presidente do Cicap, Charif Hammoud, os ‘‘soldados’’ encaminham uma média de dez queixas diárias, das quais 90% são solucionadas.
Na área da melhoria do trânsito - historicamente caótico -, a prefeitura está testando um sistema de estacionamento de ônibus fora do centro comercial, que está enfrentando resistência de sacoleiros e turistas, devido à distância (cinco quilômetros) e ao preço cobrado por ônibus estacionado (R$ 10,00). (V.D.)

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