São Paulo A Força Sindical e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) reafirmaram ontem a intenção de atuarem unidas na campanha salarial das categorias que têm data-base neste semestre, como metalúrgicos, químicos, petroleiros e bancários. Na semana que vem, dirigentes das duas entidades sindicais se reúnem para fechar a questão e dar andamento ao calendário de mobilização e eventuais manifestações.
Na avaliação do presidente da CUT, Luiz Marinho, as centrais sindicais têm de ter maturidade para olhar para a conjuntura. ''Todos nós reivindicamos há muito tempo o contrato coletivo de trabalho. Só é possível pensar para valer nesse conceito se os representantes dos trabalhadores construírem um entendimento'', afirmou. Nesse sentido, ele disse considerar fundamental que os sindicalistas deixem as divergências e diferenças de lado e olhem para o interesse dos trabalhadores.
Apesar de uma manifestação feita ontem à tarde em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) ter sido organizada pela CUT - o ato marcou a vinda dos dirigentes da central sindical para entregar pauta de reivindicações para a direção da Fiesp -, o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, compareceu ao ato. A vinda dele, segundo explicou, já mostra a intenção de que é preciso que as duas maiores centrais sindicais do País atuem neste momento de maneira unificada.
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, não compareceu porque, de acordo com sua assessoria de imprensa, está no Amazonas em companhia do presidente do PDT, Leonel Brizola.
As principais centrais sindicais do País estão elaborando uma pauta de reivindicações conjunta para encaminhar ao governo federal. Segundo o presidente da CUT, Luiz Marinho, a Força Sindical, a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), a Social Democracia Sindical (SDS), a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), além da própria CUT, pretendem entregar ao governo federal até o início do mês que vem uma relação de propostas que consideram essenciais na atual conjuntura econômica.
Redução dos juros, criação de frentes de trabalho, aumento da parcela do seguro-desemprego e investimento em infra-estrutura estão entre as propostas já definidas, enquanto outras continuam em discussão. A informação é do secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves. Na avaliação dele, o momento é de convergência e não de divergência entre as centrais.

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