Campanha reivindica direito às ações
Campanha reivindica direito às ações
Guto Rocha
O diretório municipal do PSDB e o recém-criado Comitê de Defesa dos Direitos dos Financiadores e Construtores da Sercomtel deflagraram ontem em Londrina uma campanha para requerer junto à companhia telefônica a conversão do valor pago pelos proprietários de linhas telefônicas, fixas e celulares, em ações. O presidente da Sercomtel, Rubens Pavam, diz que não existe nada nos contratos entre a empresa e os proprietários de linhas que garanta esse direito.
Segundo o presidente do diretório do PSDB, Luiz Carlos Hauly, o capital da Sercomtel foi constituído basicamente pelo sistema de autofinanciamento. Não somos contra a privatização da Sercomtel, mas o proprietário de linhas telefônicas tem direito de participação acionária legítimo, afirmou. Segundo Hauly, teriam direito às ações da Sercomtel 100 mil assinantes.
Hauly afirma que na época da fundação da Sercomtel ficou determinado que a implantação do serviço telefônico seria custeado pelos próprios usuários. Nos outros Estados, as teles também utilizam o sistema e autofinanciamento e os proprietários de linha telefônica têm ações destas empresas, comentou.
Segundo o deputado federal, considerando o valor obtido pela Sercomtel com a venda de parte de suas ações para a Copel, cada proprietário de telefones da Sercomtel teria direito de receber pelo menos R$ 3 mil.
Para o presidente da Sercomtel, a campanha lançada pelo PSDB de Londrina tem caráter exclusivamente político-partidário. Esta campanha é um lamentável aproveitamento de situação, comenta. Pavan diz que o material distribuído ontem traz informações para equivocar os proprietários.
Pavan afirma ainda que não há no contrato de compra de linhas telefônicas da Sercomtel uma cláusula ou no País uma lei que assegure o direito às ações. O assinante da Sercomtel tem contratado apenas o direito à linha e aos serviços prestados, diz. O presidente da Sercomtel observa ainda queuma ação ajuizada pela Aprotel no final de 1996 reivindicando o direito recebeu parecer negativo do Ministério Público de Londrina.





