A indústria quer convencer o consumidor brasileiro de que ele é responsável pelo desemprego do país quando adquire um produto importado. Esse será o lema do ‘‘Movimento de Valorização do Produto Brasileiro’’, que reúne oito setores da indústria nacional.
‘‘Queremos que o cliente tenha consciência de que está gerando emprego em outro país quando compra um produto estrangeiro’’, disse o coordenador do programa, Synésio Batista da Costa, do setor de brinquedos. A única ambição do movimento é a conscientização do consumidor. A indústria conta apenas com a divulgação pela imprensa. Nem mesmo uma campanha publicitária está programada.
Costa disse que não será possível reduzir preços, para atrair os consumidores, porque a demanda está baixa. ‘‘Assim que a demanda subir, os preços vão cair’’, afirmou. Ele calcula que, se as vendas aumentarem 5% até o final do ano, será possível reduzir os preços em 7%. As teorias de mercado prevêem o inverso: quando a procura pelos consumidores é pequena, os preços tendem a cair.
Ao tomar conhecimento ontem, da campanha, o ministro Francisco Dornelles (Indústria, Comércio e Turismo) disse que já vai adotar uma medida no seu gabinete, onde os lápis usados nas reuniões são fabricados na China. ‘‘Tenho que falar com o meu ministério.’’

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