Campanha quer estimular carne suína
Paulo Pegoraro
Edson MazzettoPropaganda vai dizer que
porco é saudável Entidades de suinocultores do Sul do Brasil e de Minas Gerais preparam uma campanha nacional para estimular a população a consumir carne suína. A campanha, também através dos meios de comunicação, será financiada pelo Fundo de Promoção e Divulgação da Carne Suína e seus Derivados, criado no final do ano passado, e formado por contribuição dos produtores.
O presidente da associação paranaense (APS), Romeu Carlos Royer, relatou em Toledo (45 quilômetros a oeste de Cascavel) que a campanha quer reverter o baixo consumo da carne suína, ao mostrar que ela tem excelente sabor e as mais baixas taxas de colesterol entre os animais. No Brasil, o consumo per capita anual é de apenas 10 quilos, um dos mais baixos em todo o mundo.
Na Dinamarca, o consumo chega a 60 quilos, e na maioria dos países europeus e na América do Norte a média é superior a 30 quilos. Romeu Carlos Royer observa que os criadores brasileiros produzem suínos da mais alta qualidade, em termos de sanidade, genética e pequena espessura do toucinho. Ao mesmo tempo, a indústria frigorífica adota modernos padrões no abate e tratamento à carne.
Romeu Carlos Royer comenta que, além disto, a Medicina já derrubou os tabus que existiam, na questão do colesterol. Estudos feitos por especialistas - inclusive da Universidade de Campinas (SP) indicam que o teor de colesterol da carne suína é inferior ao da bovina e de frango. Entre as carnes cruas, a bisteca e o lombinho tem 49 miligramas de colesterol em cada 100 gramas.
Para efeito comparativo, no contrafilé bovino são 51 miligramas em cada 100 gramas e no peito de frango 58 miligramas. Um dos derivados animais que contém mais colesterol é a manteiga, com 300 miligramas em cada 100 gramas. Segundo o presidente da APS, apesar disto permanece a restrição de parte de muitos consumidores brasileiros, por falta de informação.
A campanha de estímulo ao consumo contará com R$ 0,10 de cada suíno comercializado, de acordo com a contribuição estipulada pelo fundo criado. O dinheiro é retido pelos abatedouros e repassado a um conselho das entidades estaduais e da Associação Brasileira de Criadores de Suínos. Segundo Romeu Carlos Royer, a contribuição é modesta, pois um suíno vendido, com peso médio de 100 quilos, resulta em R$ 90,00 para o produtor.





