Campanha quer atingir pequenos no Norte e Oeste
Londrina tem um rebanho de cerca de 250 mil cabeças. Pelo menos 50 mil pertencem a pequenos pecuaristas. Para imunizar estes animais, a Secretaria Municipal de Agricultura irá intensificar o trabalho de conscientização na periferia da cidade, nos distritos e nos bairros da zona rural.
Nossa preocupação é chegar até o criador que trabalho na venda de leite crú para que também vacine os seus animais, afirmou o secretário Nilson Ladeia. A divulgação da campanha deverá abranger igrejas, templos e escolas dos bairros rurais. Outra medida será alertar os subprefeitos dos distritos para que também ajudem na divulgação da campanha contra a aftosa.
Nas lojas que comercializam a vacina, a procura varia conforme o estabelecimento. Mesmo com a maior evidência da doença nesse ano e uma preocupação maior por parte do produtor, eles não mudaram o comportamento habitual e devem deixar para adquirir a vacina na última hora.
Pela maior preocupação em controlar a febre aftosa, as lojas também se prepararam para o aumento da demanda. Num grande estabelecimento de Londrina, o gerente Vilson Mouro, informou que reforçou o seu estoque em 20%, comprando 150 mil doses da vacina. A procura por parte de criadores de búfalos e ovinos já aumentou, destacou.
Em algumas lojas, porém, a situação é um pouco diferente e não há vacina disponível para venda. Os laboratórios apontam que houve problemas em alguns lotes, com perda de doses, e os pedidos devem atrasar um pouco, comentou Sérgio Bizarro, proprietário de um outro estabelecimento agropecuário na cidade. A entrega deve normalizar-se dentro de 10 dias. O laboratório Bayer seria um dos que não entregaram os pedidos, revelou um outro gerente ouvido pela Folha, que comercializa pelo menos seis mil doses da vacina a cada campanha contra a doença.
Cascavel A preocupação em vacinar o rebanho contra a febre aftosa ultrapassa os limites da cerca que separa as propriedades rurais. O produtor Euclides Formighieri, que há mais de 40 anos lida com gado, em diversas oportunidades ajudou a vacinar o gado dos pequenos produtores, que não demonstravam interesse em prevenir contra a doença. Garante que fará o mesmo, se necessário, este ano.
Euclides, que possui cerca de 4 mil cabeças de gado na região, explica que os problemas da febre aftosa sempre estiveram relacionados aos pequenos produtores, que acreditam que a vacinação pode causar prejuízos aos animais, entre eles, a diminuição na capacidade de produzir leite, no caso das vacas leiteiras. Além disso, outros compravam a vacina, mas jogavam no rio apenas para ter o comprovante da compra da dose e fugir da fiscalização, denuncia.





