Campanha pretende acabar com o comércio clandestino de gás
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quinta-feira, 03 de setembro de 2009
Eli AraujoReportagem local 
Os revendedores de gás liquefeito de petróleo (GLP) - o gás de cozinha - de Londrina irão desenvolver um ''plano de ação'' para combater o comércio clandestino do produto. Entre as ações, está a elaboração de uma campanha de conscientização à população sobre o problema. A decisão foi anunciada pelo presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Paraná, José Luiz Rocha, que veio de Curitiba especialmente para participar de uma reunião com empresários do setor autorizados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). O encontro foi realizado durante a tarde no Hotel Bristol.
O revendedor Martim Saffaro, que é um dos integrantes da comissão, reconhece que a conscientização da população não é uma tarefa fácil. Segundo ele, o consumidor que quiser saber se está vendendo gás autorizado deve exigir a nota fiscal e, depois, com o CNPJ da empresa em mãos, deve conferir se existe a autorização da ANP. Na sua avaliação, no entanto, o comércio clandestino não interfere no preço ao consumidor. Hoje, o custo médio do quilo de gás está na faixa de R$ 3,00. Assim, um botijão com 13 quilos é vendido entre R$ 37,00 e R$ 40,00 e um cilindro com 45 quilos entre R$ 135,00 e R$ 145,00.
O presidente do sindicato José Luiz da Rocha disse que o objetivo da reunião foi discutir meios de acabar, se não totalmente, com a maior parte da venda clandestina de gás na cidade. Segundo ele, o maior problema não está no preço, porque os valores cobrados pelos clandestinos são iguais ou até maiores que as revendas autorizadas. ''Este gás, além de ser um produto duvidoso, pode ser adulterado ou armazenado de forma irregular, colocando a população em risco em caso de incêndio ou explosão'', afirmou.
Rocha reconhece que o comércio clandestino de gás existe em todo o País, mas que em Londrina ''está acima da média''. Segundo ele, é difícil fazer uma estimativa do número de clandestinos porque o pessoal ''esconde'' o produto em fundo de quintal ou até dentro de casa. ''É importante as pessoas saberem que este tipo de comércio sem autorização é crime e pode dar de um a cinco anos de reclusão''.
Rocha atribui o aumento neste tipo de comércio à falta de fiscalização. ''Nós precisamos cobrar das autoridades locais que façam a fiscalização de rotina. O Corpo de Bombeiros deve fazer a apreensão quando detectar esse tipo de atividade, da mesma forma que a Prefeitura não pode conceder o álvara se o estabelecimento não tem autorização para vender derivado de petróleo''.
Ele diz que a existência dos clandestinos é culpa de parte dos próprios revendedores autorizados. ''Eles descobriram esse canal de venda como forma de desovar o estoque. Estamos aqui para defender o revendedor legal, e quem revende de forma ilegal e que incentiva a clandestinidade, deve ser denunciado aos órgãos competentes''. O presidente do sindicato diz que os revendedores têm liberdade para fixar os preços de seus produtos.


