Campanha pela redução da jornada de trabalho
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Agência Brasil 
São Paulo - Representantes de seis centrais sindicais lançaram ontem, na cidade de São Paulo, uma campanha nacional pela redução da jornada de trabalho sem perdas salariais na sede paulista da Central Única dos Trabalhadores. Os sindicalistas pretendem fazer mobilizações e recolher ao menos 1 milhão de assinaturas e entregá-las ao Congresso Nacional.
Os líderes sindicais querem a diminuição da carga horária de 44 para 40 horas semanais e acreditam que a redução possibilitará a geração de cerca de 2 milhões de novos empregos com carteira assinada e maior distribuição de renda no País. Eles também pedem que os empresários dividam os ganhos de produtividade com a classe trabalhadora.
As centrais pretendem realizar uma manifestação na capital paulista no próximo dia 11, data da reabertura dos trabalhos do Congresso Nacional onde tramita, desde 2001, uma proposta de emenda à Constituição (PEC), do senador Paulo Paim (PT-RS), para reduzir a jornada de trabalho no país para 40 horas semanais, com redução futura e gradual até 36 horas semanais.
Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos, a redução da jornada não trará aumento significativo de custos para o empresariado. Segundo ele, essa elevação é estimada em 1,3% pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e seria facilmente compensada pelos ganhos de produtividade dos últimos anos.


