A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) dá a largada, neste domingo, a um projeto de valorização do café como elemento da cultura nacional. Com verba total de R$ 12 milhões, mais da metade da qual proveniente dos cofres do Funcafé e o restante rateado pelas diferentes áreas da atividade, o projeto estréia com uma campanha publicitária criada pela agência Rino, que pretende, por um lado, mostrar a presença do cafezinho nos principais momentos da história nacional, e, por outro, iniciar um processo de educação do consumidor brasileiro em relação ao produto.
De acordo com David Nahum Neto, secretário geral da Abic o consumo interno de café encerrou o ano passado com um total de 13 milhões de sacas, movimentando um volume de negócios da ordem de R$ 3 bilhões. ‘‘Nossa meta, em termos de volume de consumo, é chegar aos 15 milhões de sacas até o final de 2002’’, explicou.
Já em termos de consumo per capita, a atual taxa de 3,7 quilos por habitante ao ano ainda não chega aos níveis das décadas de 60 e 70, quando era de 4,72 quilos, em um mercado ainda não tão diversificado quanto o atual, em que o café disputa espaço com outras bebidas do mundo globalizado. Mas está bem melhor do que no início da década de 90, quando bateu no fundo do poço, com 2,27 quilos. ‘‘Havia problemas de qualidade, e só com uma grande campanha de certificação, com a consolidação do selo de pureza, conseguimos reverter esse quadro’’, disse Nahum Neto.
Desde 1991, na verdade, os níveis de consumo per capita só fizeram crescer. Mesmo assim, em níveis internacionais, o crescimento global ainda deixa a desejar. ‘‘Enquanto o consumo de bebidas, como um todo, vem crescendo à taxa de 3% ao ano, o de café cresce a não mais de 1,5%’’, disse.

mockup