Campanha pede horário flexível para comércio
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Nelson Bortolin <br> Reportagem Local 
A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) começou a veicular na mídia uma campanha pela flexibilização do horário do comércio varejista na cidade uma semana antes de a Câmara votar o projeto do novo Código de Posturas do Município, em sessão extraordinária que terá início as 19 horas da próxima quinta-feira.
Ele será votado em segunda e última discussão e mantém o atual horário. Não há mais tempo para alterações. Apesar disso, a Acil resolveu fazer a propaganda. Questionado sobre o porquê de não ter tomado a iniciativa antes de o projeto estar definido, o coordenador da campanha, Marcelo Cassa, afirma que ela é ''atemporal''. ''É uma defesa ideológica sobre o direito do comércio em geral ter a mesma regra (dos shoppings e redes varejistas)'', ressalta.
O empresário, que presidiu a Acil na gestão anterior, alega que o principal objetivo das peças publicitárias é esclarecer a população. ''A gente está feliz em lutar por isso. Nós estamos fazendo a nossa parte'', destaca.
São três peças diferentes. Numa delas, a locutora lembra que o Shopping Catuaí foi comprado recentemente por um grupo de fora da cidade e que, em poucos meses, outro shopping abrirá suas portas sendo administrado por uma empresa estrangeira. Segundo a campanha, isso é prova do interesse dos grandes grupos pelo poder de compra da região.
A propaganda também ressalta que grandes redes varejistas se instalaram em Londrina com horário flexível e cobra condições iguais para as lojas de calçada.
Londrina é retratada na campanha como a 51 maior cidade do País, sendo um importante polo de ensino superior, tendo ''10 grandes'' hospitais, 2.300 indústrias e mais de 25 mil empresas de varejo e serviços. De acordo com a peça publicitária, entre as 51 maiores cidades brasileiras, somente duas (incluindo Londrina) não têm horário flexível de comércio.


