Brasília - Empresários, sindicalistas, economistas e professores universitários lançaram ontem uma campanha pela ampliação do Conselho Monetário Nacional (CMN). O conselho é o órgão responsável, entre outras funções, pela definição da TJLP (taxa de juros de referência para empréstimos do BNDES) e de políticas de financiamento imobiliário (SFH).
Eles querem que o conselho - composto hoje por 3 representantes (Fazenda, Planejamento e Banco Central) - passe a contar com nove representantes. Desse total, cinco seriam representantes do governo e quatro da sociedade civil.
Entre os cinco representantes do governo, seriam mantidos os três atuais acrescidos pelo ministro do Trabalho e por um assessor especial da Presidência da República, que desempenharia a função de secretário-executivo.
Já entre os quatro representantes da sociedade civil, duas vagas seriam dirigidas para a classe empresarial e as outras duas para representantes dos trabalhadores.
''O aumento consecutivo dos juros levou a sociedade a se organizar e a puxar um movimento como este. É preciso pensar a política econômica com os olhos do setor produtivo'', disse Luiz Marinho, presidente do Central Única dos Trabalhadores (CUT).

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