Campanha do governo vai custar R$ 10 mi
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terça-feira, 24 de julho de 2001
Agência Folha De Brasília 
O governo usará recursos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para fazer propaganda do sucesso, segundo avaliação do ministério do apagão, do plano de racionamento de energia.
Do superávit de aproximadamente R$ 24 milhões obtidos pela agência em 2000, aproximadamente R$ 10 milhões irão para a campanha e cerca de R$ 6 milhões para a criação de um serviço 0800 para tirar dúvidas sobre as medidas do racionamento.
Pela legislação, esse dinheiro deveria ir para o Tesouro Nacional. Mas o ministério do apagão determinou que, excepcionalmente por causa da crise de energia, esse dinheiro deve ir para a campanha e para a criação do 0800.
Os detalhes foram acertados ontem, em reunião com os ministros Pedro Parente, coordenador do ministério do apagão, Pimenta da Veiga (Comunicações) e Andrea Matarazzo (Secretaria de Comunicação), além de José Mário Abdo, diretor-geral da Aneel.
A campanha será feita pela agência DM9, a mesma responsável pela conta da Aneel, e terá duração de aproximadamente um mês. Os primeiros filmes devem começar a ser veiculados em agosto, no horário nobre da televisão. A campanha terá também anúncios em outdoors, ônibus e mídia impressa (jornais e revistas).
A estratégia de comunicação será agradecer à população pela economia feita durante o racionamento, mas com cuidado de não criar um clima de que o problema já está resolvido, para que não haja esmorecimento do esforço para economia.
Os filmes trarão depoimentos de pessoas e empresas que conseguiram economizar energia durante o racionamento. O governo aproveitará para mostrar obras de ampliação de oferta de energia que estão sendo concluídas. Não haverá participação de artistas famosos ou de autoridades do governo federal.
A entrada das verbas da Aneel marca a segunda fase da campanha de publicidade do racionamento feita pelo governo. A primeira, que foi ao ar em abril -durante a fase de racionalização do uso de energia-, foi feita pela Propeg, agência da Eletrobrás. Na ocasião, o governo ligou o risco de falta de energia ao crescimento econômico proporcionado pela estabilidade econômica criada com o Plano Real.
Hoje foram assegurados cerca de R$ 5 milhões para que a Propeg dê continuidade à primeira campanha. A idéia é mostrar que o governo está fazendo obras para aumentar a oferta de energia, mas que o racionamento é inevitável se não houver redução voluntária no consumo de energia.


