Campanha de vacinação contra aftosa começa hoje
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segunda-feira, 31 de outubro de 2005
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Começa, hoje, em 15 Estados e no Distrito Federal, a segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa. No Paraná, a campanha será lançada no município de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, juntamente, com a realização da última fase dos fóruns regionais ''Paraná na Luta Contra a Febre Aftosa''. Os encontros têm o objetivo de esclarecer o público sobre a doença e apresentar os procedimentos que o governo do Estado e entidades estão tomando para proteger o rebanho paranaense.
A meta da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento é vacinar 100% do rebanho. Na primeira etapa, realizada em maio, o Paraná atingiu 98,8%. Segundo números do Ministério da Agricultura e Pecuária, a campanha que encerra no dia 30 de novembro envolve um rebanho estimado em 161,2 milhões de bovinos (o equivalente a mais de 80% do rebanho total brasileiro de 197,8 milhões) e cerca de 1 milhão bubalinos (97% do total). No Paraná, são 10.214.260 bovinos e 23.450 bubalinos.
Além do Paraná, participam da segunda etapa da vacinação os Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Sergipe e Tocantins. Os estados de Goiás, Rondônia e São Paulo anteciparam a vacinação, iniciando a segunda etapa entre os dias 15 e 29 de outubro. Santa Catarina é o único Estado brasileiro considerado livre de aftosa e sem a obrigação de vacinar os animais.
Ontem, foi publicada, em Diário Oficial, a Resolução nº 93, da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, impondo restrições na entrada e saída de animais vivos nos municípios de Maringá, Amaporã, Grandes Rios e Loanda, que foram considerados como área de risco sanitário.
De acordo com a resolução, aves, equídeos destinados diretamente ao abate, caninos, felinos, alevinos, peixes, seus produtos e subprodutos têm trânsito liberado, desde que não sejam procedentes de propriedades interditadas e de áreas de maior risco sanitário, próximas a essas propriedades, delimitadas por postos de fiscalização da Defesa Sanitária Animal.
A resolução libera a carne bovina desossada, submetida ao processo de maturação por 24 horas, desde que seja obtida de animais não oriundos dos municípios considerados área de risco sanitário e nem de propriedades localizadas em um raio de 25 quilômetros das propriedades com suspeita de enfermidade vesicular.
O leite cru produzido nos municípios declarados como área de risco desde que não oriundos das propriedades interditadas poderá ser destinado a estabelecimentos com SIP e/ou SIF, destes mesmos municípios.
A Secretaria da Agricultura poderá, a qualquer momento, definir corredores (rotas) próprios para o trânsito de veículos, animais e pessoas, visando evitar aproximação com os municípios e propriedades consideradas de risco sanitário.
O artigo 4º dessa Resolução estabelece ainda que fica proibida, em território paranaense, a realização de eventos agropecuários (exposições, leilões, feiras, rodeios etc.) e qualquer concentração de animais, porém libera atividades semelhantes, desde que sejam de aves, caninos, felinos e animais aquáticos. Fica liberada a realização de leilões virtuais, desde que não haja movimentação de animais. Eventos de atividades esportivas equestres (nas instalações de jóqueis clubes e hípicas), desde que certificadas pelo Ministério da Agricultura, também podem ser realizados.


