Curitiba - Empresários brasileiros lançam no próximo dia 12 a Campanha Nacional Popular pelo Fim da CPMF (Comissão Provisória sobre Movimentação Financeira). A idéia é tentar mostrar para o cidadão brasileiro que a CPMF é um imposto popular, que mexe com os gastos diários dos trabalhadores, mesmo que não possuam contas bancárias. ''É uma ilusão pensar que o empresário é que paga a CPMF. Ele não paga. Ele repassa esse custo para os alimentos, para os bens duráveis e não duráveis. Quem paga, no final das contas, é quem precisa consumir'', avaliou Gilberto Amaral, presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).
Nas contas de Amaral, cada família brasileira paga R$ 626 anualmente de CPMF. Este ano, a previsão é que a receita chegue a R$ 35,5 bilhões - 10,7% a mais sobre o que foi arrecadado em 2006. Os valores correspondem a 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) - o que explicaria o esforço do governo em tentar tornar permanente a contribuição. ''São sete dias do ano que o trabalhador perde para pagar CPMF para o governo federal. Se não pagasse isso, os produtos poderiam ser 1,7% mais baratos. Isso aumentaria a renda do consumidor e traria mais renda. Esse é o pior imposto já criado porque atinge o trabalhador de baixa renda'', definiu o tributarista.
Ontem, empresários estiveram reunidos para ouvir Amaral proferir a palestra ''Mitos e Verdades sobre a CPMF''. Para a presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Avani Slomp Rodrigues, essa foi mais uma ação empresarial para alavancar a campanha nacional contra a prorrogação da CPMF.

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