Vânia Casado
De Curitiba
A campanha de vacinação contra febre aftosa nos rebanhos de bovinos e bubalinos, que seria realizada a partir de 1º de novembro, foi transferida para dezembro. A determinação é do Ministério da Agricultura e é válida para todos os estados que compõem o Circuito Pecuário Centro-Oeste, como Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal. Nessa segunda etapa de vacinação, a campanha vai ocorrer entre os dias 1º e 20 de dezembro.
A prorrogação vai vigorar apenas para essa etapa de vacinação, e foi adotada para evitar a interferência na campanha de sorologia, que está sendo realizada nesses estados. A sorologia vai indicar a ausência ou não do vírus da febre aftosa nos rebanhos. O chefe da Divisão Sanitária Animal, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, Felisberto Baptista, disse que a prorrogação era inevitável para evitar a incidência de resultados ‘‘falsos positivos’’. Isso é, se a campanha de vacinação fosse mantida em novembro, as novas coletas de material que estão sendo realizadas, poderiam sofrer a interferência da vacina, comprometendo os resultados finais.
A primeira etapa de vacinação foi realizada em maio deste ano. A imunização atingiu 9 milhões de cabeças, entre a etapa com vacinação espontânea, que ocorre num período de 20 dias, e vacinação compulsória. Nesse caso, os técnicos vão visitar as propriedades e os criadores que não comprovarem a vacinação de seus animais, terá que arcar com os custos de uma vacinação compulsória, como o custo do medicamento e da assistência técnica.
Na segunda etapa da vacinação, em dezembro, a única exceção será para animais menores de um ano destinados a leilões e exposições. Nesse caso, a Secretaria da Agricultura pretende vacinar e identificar esses animais, que têm imunidade menor, para evitar interferências no resultado final dos exames de sorologia.
No Paraná, a primeira etapa da sorologia que é a coleta de sangue já foi concluída. Foram recolhidas mais de mil amostras, todas enviadas para análise no laboratório Lanara, em Porto Alegre. À medida que as análises apresentam resultados negativos, a Secretaria da Agricultura, está liberando as propriedades para comercialização dos animais. Agora, os técnicos estão em fase de nova coleta para aprofundar os exames das amostras, cujos resultados deram positivo. Segundo Baptista, esse tipo de resultado é considerado normal tecnicamente e exige investigação mais específica no laboratório,‘‘o que está sendo feito’’, acrescentou.
Após a conclusão dos exames de sorologia nos estados, prevista para dezembro, o Ministério da Agricultura vai enviar o resultado das análises para apreciação da Organização Internacional de Epizootias (OIE), cujos membros se reúnem em janeiro, em Paris.

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