O primeiro dia da campanha de vacinação contra a febre aftosa levou um grande número de pecuaristas às casas agropecuárias ontem. A suspeita de a doença ter aparecido no Estado foi motivo suficiente para que muitos criadores resolvessem imunizar seu rebanho logo no início da campanha. Na região de Londrina, a meta é vacinar cerca de 320 mil cabeças até o próximo dia 20, quando a vacinação será encerrada.
O gerente da Casa Agropecuária, Vilson Mouro, disse que a procura por vacinas ontem foi 30% maior, comparando com o primeiro dia de campanhas realizadas nos últimos cinco anos. Ele disse ter comercializado só ontem cerca de 15 mil doses. ''Essa é a campanha que começa mais correta. A Seab (Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento) está cuidando de todo o armazenamento da vacina. Inclusive, temos que verificar a temperatura da geladeira onde a vacina é guardada a cada duas horas'', apontou, acrescentando que esse mesmo procedimento não foi adotado em anos anteriores.
No Farm Shop a procura por vacinas foi considerada normal, com relação aos primeiros dias de campanhas passadas, ''porque o movimento sempre foi grande'', afirmou o proprietário, José Antônio Fontes.
Na Javet Produtos Agropecuários, as vendas de vacinas foram boas ontem, mas dentro da previsão. No entanto, a expectativa do sócio-proprietário José Amâncio dos Santos, é que o movimento cresça a partir de amanhã, um dia após o Feriado de Finados. ''O movimento hoje (ontem) foi maior por pecuaristas pequenos, que têm propriedade perto de Londrina. Acredito que os maiores pecuaristas irão começar a procurar depois do feriado, quando irão para as fazendas'', avaliou.
Procedimento - A vacinação contra febre aftosa é obrigatória. O criador tem que comprar as doses e, depois da imunização, deverá ir até um núcleo da Seab para apresentar a nota fiscal de compra e um comprovante de vacinação. Esse procedimento deve ser feito até o dia 30 de novembro. Depois deste prazo, os pecuaristas que não apresentaram a comprovação receberão visitas dos técnicos da Seab nas suas propriedades.
Se o gado não foi vacinado, os técnicos estabelecem um prazo de 48 horas para que a imunização seja feita. ''Se mesmo assim os animais não forem vacinados, a vacinação será compulsória e o pecuarista terá que arcar com os custos'', explica Carlos Alberto Bonezzi, coordenador regional de Defesa Sanitária Animal da Seab.

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