O Banco Central lançou semana passada uma ampla campanha nos meios de comunicação e uso de cartilhas educativas – que serão distribuídas em escolas – para conscientizar a população sobre o uso do dinheiro. A intenção é inibir a falsificação de cédulas e estimular a circulação de moedas e a conservação das notas. A campanha se estenderá até o dia 22 de abril. Atualmente existem 12 bilhões de moedas de real em circulação, o que dá em média 64 por pessoa. No entanto, metade destas moedas não circulam efetivamente – ficam guardadas em cofrinhos ou jogadas em gavetas e bolsos. O custo do Banco Central na compra de moedas novas é de R$ 190 milhões por ano. O gasto com reposição de notas amassadas, rabiscadas e rasgadas também é alto – consumiu, em 2006, 80% dos R$ 136 milhões investidos pelo BC na fabricação de 1,21 bilhão de cédulas.
A falsificação de moedas é outro problema que preocupa o Banco Central. Desde a implementação do Plano Real, em 1994, o BC apreendeu 4 milhões e 250 mil cédulas falsas, equivalentes a R$ 139,5 milhões. O BC quer incentivar a população ao hábito de checar a autenticidade das cédulas. Segundo os técnicos, 98% das falsificações são feitas em papel comum e facilmente identificáveis com os olhos e o tato.

A moeda, como hoje a conhecemos, é o resultado de uma longa evolução. No início era praticado o escambo, ou seja, a simples troca de mercadoria por mercadoria, sem equivalência de valor. Por exemplo, quem pescasse mais peixe do que o necessário trocava o excesso com outra pessoa que tivesse plantado e colhido mais milho do que fosse precisar.

Nasceu em 1994, no governo Itamar Franco, que nomeou Fernando Henrique Cardoso para o Ministério da Fazenda. O plano teve como objetivo criar uma Unidade Real de Valor (URV) onde todos os produtos ficariam desvinculados da moeda vigente, denominado Cruzeiro Real. Ficou estabelecido que uma URV corresponderia a US$ 1.

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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