Quais são as principais propostas da sua chapa?
A Federação das Indústrias não é como um governo que, daqui a pouco, muda o partido que está à frente e tem de mudar todas as políticas. É como uma aerononave com plano de voo. Já está com suas diretrizes bem encaminhadas e as casas Sesi e Senai têm uma dinâmica muito própria de condução porque cada uma tem suas finalidades de atendimento às indústrias. Então, dizer que amanhã um presidente vai entrar e mudar radicalmente, não é verdade. Ele pode mudar algumas ações. Mas uma das prioridades que a gente pretende confirmar é que a gestão tanto dos cargos dentro da federação quanto das casas Sesi e Senai têm que ser de forma profissional. Não pode ser política. Eu não posso assumir a entidade e lotear cargos, colocando pessoas daqui e dali para ocupar funções. Tem de ser cuidada como se fosse uma empresa. De certa forma, o outro candidato está achando que a entidade é um ente político partidário, coisa equivocada. Meu plano de gestão foi e continua sendo construído, desde dezembro, quando fiz viagens em todo o interior e na capital colhendo informações. Fazia duas perguntas aos nossos convidados. O que está bom na Fiep e deve ser mantido e o que está ruim e deve ser corrigido. Diante disso, tivemos em torno de 130 contribuições, que estão sendo compiladas para serem divulgadas com nossa chapa. O que posso te dizer é que vamos manter uma gestão democrática e uma administração profissionalizada. O estatuto da entidade é de 2002 e pretendemos fazer algumas alterações, dentre elas incluir uma proposta de não reeleição.
Em relação a Londrina, existe uma queixa generalizada de que a cidade está estagnada na área industrial. O que o senhor acha disso e o que a Fiep pode fazer pela industrialização de Londrina e da região?
Londrina é a segunda maior cidade e tem a segunda maior arrecadação do Estado e isso quer dizer que apesar de sua base não ser tão forte na área industrial é uma base forte de arrecadação. Temos dentro da federação uma ação muito interessante que são as cadeias produtivas. E esse levantamento começou a ser feito há dois anos e está praticamente finalizado. Estamos analisando nossas potencialidades dentro do Estado e a agregação de valores para que haja investimentos em indústrias dentro do Paraná e consequentemente a região de Londrina também. A prova é que, na formação da minha chapa que ainda não posso divulgar, a região que foi mais privilegiada com cargos de diretoria é a de Londrina.
O Sinduscon do Noroeste, ligado ao seu adversário, pediu a impugnação de sua chapa. Eles dizem que sua candidatura está sendo beneficiada pela Fiep que o colocaria como uma espécie de garoto propaganda da instituição.
A Fiep tem vários vice-presidentes e tem muitos que acabam se envolvendo mais dentro da entidade. No meu caso, como faz um ano e pouco que foi lançado aquele movimento Na Sombra do Imposto, e esta é uma bandeira minha, eu ganhei visibilidade. Mas isso não me incomoda porque não tenho nenhuma pretensão político partidária.
A Fiep lidera campanha contra o aumento do número de vereadores no Paraná. O que o senhor acha disso?
Minha opinião pessoal, como eleitor e cidadão, é que precisamos urgentemente de uma reforma política. Acho que é preciso melhor definir esses papéis. Na minha avalição, não é necessária a ampliação das câmaras de vereadores. Elas estão bem representadas.

mockup