Curitiba - O protesto dos caminhoneiros que resultou na paralisação da rodovia BR-277, na entrada de Paranaguá, e no bloqueio do descarregamento de soja e farelo no Porto de Paranaguá, foi encerrado no início da noite de ontem. O Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Paraná (Sindicam) e operadores portuários chegaram a um acordo sobre o reajuste das diárias pagas ao caminhoneiro que fica parado na fila.
Assim que o acordo foi formalizado, os caminhões voltaram a descarregar no Corredor de Exportação do porto e a fila, onde estavam parados quase 6 mil veículos, começou a andar. A previsão da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) é que em 72 horas, a movimentação de caminhões no terminal volte ao normal.
Conforme o acordo firmado, a diária paga ao caminhoneiro duas horas após o veículo passar a praça do pedágio será reajustada de R$ 0,25 a tonelada/hora para R$ 0,40. A reivindicação inicial do Sindicam era que o valor passasse para R$ 0,90 a tonelada/hora. A preocupação do sindicato, agora, é evitar a formação da fila de caminhões acima da praça do pedágio, local onde os caminhoneiros não recebem a diária.
De acordo com o vice-presidente do Sindicam, Laertes José de Freitas, está ocorrendo muitos espaços vazios no trecho entre a praça do pedágio e o porto. Com isso, a fila formada depois da praça do pedágio em direção a Curitiba, vinha crescendo muito, penalizando os motoristas que são obrigados a ficar na fila sem receber diárias, lembrou o sindicalista. ''Se isso acontecer, vamos protestar novamente'', prometeu. Ontem, a fila estava novamente na BR-277 no trecho entre Curitiba e Ponta Grossa, quase chegando no município de Campo Largo, Região Metropolitana da Capital.
O fim do protesto encerra um período de mais de 50 horas em que os caminhões ficaram sem descarregar grãos no Porto de Paranaguá. Primeiro os caminhoneiros fecharam o pátio de triagem e depois bloquearam a BR-277, onde se formaram filas duplas de veículos, que não podiam descarregar grãos nem em silos particulares. No local, era possível encontrar caminhoneiros parados há mais de uma semana.
Enquanto isso, o porto não parou suas atividades porque a ferrovia América Latina Logística (ALL) aumentou o volume transportado da safra. Só ontem, dirigiram-se ao porto 606 vagões, que correspondem ao transporte de 30.327 toneladas de soja e farelo. No mês de março, a ferrovia já transportou 544.567 toneladas de grãos.

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