Caminhoneiros querem receber pelos dias parados
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 16 de março de 2004
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
Após 1,5 dia na fila, os caminhoneiros da região de Londrina finalmente estão descarregando a soja no Porto de Paranaguá. Agora, o problema deles é receber pelo tempo perdido. Segundo o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Londrina e Região Carlos Roberto Della Rosa, a categoria reivindica R$ 0,50 a tonelada/hora, mas as empresas querem pagar apenas R$ 0,25 depois da chegada no pátio. ''Nossa convenção determina R$ 1,72 a tonelada/hora após 18 horas, no entanto nunca conseguimos mais que R$ 0,40 em Paranaguá'', disse o sindicalista.
Em Londrina, cerca de 300 caminhões passaram o final de semana à espera de vagões da América Latina Logística (ALL). Segundo a assessoria de imprensa da empresa, o congestionamento foi causado pelo atraso na chegada de caminhões vindos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul onde choveu muito no último mês. Conforme Della Rosa, o descarregamento voltou ao ritmo normal na manhã de segunda-feira em Londrina e Maringá. Diariamente, a ALL está enviando 450 vagões cheios de Apucarana para Curitiba com soja e farelo de soja. Este número é 19% superior ao movimento registrado neste trecho no mesmo período do ano passado.
No Sudoeste do Estado, a situação ainda é tranquila porque a colheita de soja e milho começa daqui a 15 dias. Segundo Nelson Canan, presidente da União Brasil Caminhoneiro, o congestionamento no porto ocorreu devido à chuva no final de semana. ''Uma das alternativas sugeridas pela direção do porto foi racionalizar o envio de caminhões'', disse Canan que participou de uma reunião entre a administração do porto e representantes das empresas de transporte há de 30 dias.


