Caminhoneiros querem ampliar acordo
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quarta-feira, 31 de março de 2004
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - As lideranças de caminhoneiros que negociaram o acordo de Paranaguá, prevendo o pagamento de estadias, querem agora transformar o documento válido emergencialmente para o período de greve em lei federal. Os caminhoneiros querem que a estadia paga de R$ 0,40 por tonelada/hora, assim que o caminhoneiro ficar parado por mais de 24 horas, seja válida de forma permanente para todo o País.
O representante da Associação de Caminhoneiros de Ponta Grossa e coordenador do Movimento União Brasil Caminhoneiros, Neuri Leobet, o Tigrão, disse que a documentação do acordo feito no Paraná já foi enviada para o Ministério dos Transportes, para a Casa Civil e para o gabinete do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os caminhoneiros ficaram satisfeitos com o acordo de Paranaguá e agora querem estender esses benefícios para os caminhoneiros de todos os estados brasileiros.
De acodo no Leobet, o problema de logística está se agravando no País e a formação de filas de caminhões já sendo constatada em vários portos, como o de Sauípe, em Pernambuco; Porto de Santos, em São Paulo; e Porto de São Francisco, em Santa Catarina. ''As empresas se acostumaram a enviar as cargas para os portos sem programar os embarques e com o aumento das exportações, os caminhoneiros é que estão pagando a conta ficando horas e dias em filas, uma situação desumana'', denunciou.
Leobet estima que atualmente 4,5 milhões de caminhões estejam movimentando safras e cargas no País, sendo que destes 1,2 milhão são de motoristas autônomos.
A Comissão de Fiscalização da Assembléia Legislativa do Paraná continua apurando as irregularidades no Porto de Paranaguá, que deram origem à greve do porto. O superintendente do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), Mauro Mader, disse que até hoje não foi autorizado a operar o berço construído pela empresa para a atracação de navios. A obra foi embargada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Esse atraso já causou prejuízo da ordem de R$ 13 milhões e nos últimos 90 dias, o desembarque de seis mil contêineres foram direcionados para outros portos, como a Folha vem noticiando nos últimos dias.


