Curitiba - Os caminhoneiros parados ao longo da BR-277 à espera para descarregar no Porto de Paranaguá fecharam a rodovia na tarde de ontem. Cansados de esperar há cerca de oito dias, deixaram seus caminhões e saíram em direção ao porto em protesto para uma solução urgente para a paralisação.
O escoamento da safra via ferrovia também foi paralisado. A América Latina Logística (ALL) informou que não pode mais mandar vagões para o porto por falta de condições de descarregamento. A ferrovia está deixando de embarcar 35 mil toneladas de produção por dia.
O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros, Diumar Cunha Bueno, estava confiante na retomada das atividades do porto prevista para ontem à noite. Após essa retomada finalmente será discutida a questão da estadia dos caminhoneiros, disse. Segundo ele, a categoria permanece decidida a não descarregar enquanto não houver uma solução para a estadia e pelos dias parados.
Outro protesto foi realizado ontem na cidade de Paranaguá. Trabalhadores do porto, patrões, comerciantes e população voltaram a parar a cidade na manhã de ontem entre 10h30 horas e o meio-dia. Eles haviam parado a cidade, também por uma hora na última sexta-feira. Segundo a imprensa local, houve uma grande carreata com queima de fogos e protestos dos empresários que querem mais autonomia para trabalhar.
De acordo com o deputado Valdir Leite (PPS), que participou do protesto, a população de Paranaguá amarrou uma fita preta no braço que significa o luto da população porque o porto está morrendo.

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