Curitiba - As filas de caminhões no Porto de Paranaguá já estão se formando e atingiram ontem o quilômetro 25 da BR-277. O problema está ocorrendo antes do pico do escoamento da safra de grãos por causa dos novos caminhões utilizados pelos transportadores, com sete eixos. Nesse tipo de veículo, conhecido como treminhão, é preciso fazer o descarregamento manual, que demora bem mais que o tombamento.
A Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) estima que cerca de 30% dos caminhões em trânsito sejam do tipo treminhão, com capacidade para 40 toneladas. A carreta normal carrega entre 27 a 30 toneladas. Para o gerente do departamento técnico e econômico da Ocepar, Nelson Costa, isso pode causar o retardamento no escoamento, mas também trará vantagens. ‘‘O custo do combustível e do motorista para um caminhão de 27 toneladas é quase o mesmo do que o de 40 toneladas, o que vai trazer economia para o transportador. Além disso, deve fazer com que os preços dos fretes não subam muito no pico da safra’’, afirmou.
No fim de janeiro o governo estadual anunciou investimento de R$ 15,5 milhões em obras e na implantação de um programa de computador que diminuiriam as filas de caminhões já a partir desta safra, que deve bater recorde sobre as 24 milhões de toneladas transportadas em 2001. O software, batizado de Carga On-Line, está em fase de testes e será implantado em abril. Ele foi feito para que todos os agentes envolvidos no escoamento da safra troquem informações, para organização da fila. ‘‘É um sistema muito importante, mas será preciso tempo para adaptação, até porque 50% da carga vem de outros Estados’’, disse Costa.
O presidente da Ecovia, empresa concessionária do trecho da BR-277 entre Curitiba e Paranaguá, Marco Aurélio Diogo, se reuniu ontem com o superintendente do Porto de Paranaguá, Osiris Guimarães, para discutir os problemas da fila. Foi definido a criação de um grupo de trabalho que irá prestar auxílio aos caminhoneiro. Segundo a assessoria de imprensa da Ecovia, o presidente da empresa vai se reunir amanhã em Londrina com representantes de caminhoneiros e de cooperativas para tratar das filas no porto.

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