Caminhoneiros já enfrentam filas no Porto de Paranaguá
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de março de 2002
Rosana Félix<br>Equipe da Folha 
Curitiba - As filas de caminhões no Porto de Paranaguá já estão se formando e atingiram ontem o quilômetro 25 da BR-277. O problema está ocorrendo antes do pico do escoamento da safra de grãos por causa dos novos caminhões utilizados pelos transportadores, com sete eixos. Nesse tipo de veículo, conhecido como treminhão, é preciso fazer o descarregamento manual, que demora bem mais que o tombamento.
A Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) estima que cerca de 30% dos caminhões em trânsito sejam do tipo treminhão, com capacidade para 40 toneladas. A carreta normal carrega entre 27 a 30 toneladas. Para o gerente do departamento técnico e econômico da Ocepar, Nelson Costa, isso pode causar o retardamento no escoamento, mas também trará vantagens. O custo do combustível e do motorista para um caminhão de 27 toneladas é quase o mesmo do que o de 40 toneladas, o que vai trazer economia para o transportador. Além disso, deve fazer com que os preços dos fretes não subam muito no pico da safra, afirmou.
No fim de janeiro o governo estadual anunciou investimento de R$ 15,5 milhões em obras e na implantação de um programa de computador que diminuiriam as filas de caminhões já a partir desta safra, que deve bater recorde sobre as 24 milhões de toneladas transportadas em 2001. O software, batizado de Carga On-Line, está em fase de testes e será implantado em abril. Ele foi feito para que todos os agentes envolvidos no escoamento da safra troquem informações, para organização da fila. É um sistema muito importante, mas será preciso tempo para adaptação, até porque 50% da carga vem de outros Estados, disse Costa.
O presidente da Ecovia, empresa concessionária do trecho da BR-277 entre Curitiba e Paranaguá, Marco Aurélio Diogo, se reuniu ontem com o superintendente do Porto de Paranaguá, Osiris Guimarães, para discutir os problemas da fila. Foi definido a criação de um grupo de trabalho que irá prestar auxílio aos caminhoneiro. Segundo a assessoria de imprensa da Ecovia, o presidente da empresa vai se reunir amanhã em Londrina com representantes de caminhoneiros e de cooperativas para tratar das filas no porto.


