Curitiba - No sétimo dia de greve dos caminhoneiros, o número de pontos de bloqueio em rodovias que cruzam o Paraná chegou a 25. Durante os protestos foram liberados veículos como carros, motos, ônibus, ambulâncias, além de caminhões que transportavam produtos perecíveis ou carga viva. A mobilização da categoria iniciou no dia 25 de julho.
Ontem, os caminhoneiros mantiveram piquetes em diversos pontos de estradas paranaenses. De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), ocorreram bloqueios na BR-277 em Medianeira, Laranjeiras do Sul, Guarapuava e Campo Largo. Na BR-163, os bloqueios foram em Barracão, Pranchita, Pérola do Oeste e Capanema.
Na BR-376, os piquetes foram em Apucarana e Mauá da Serra. Na BR-369 em Mamborê, na BR-467 em Toledo, na BR-158 em Peabiru e na BR-487 em Campo Mourão. A manifestação provocou uma fila de 20 quilômetros na BR-158, entre Campo Mourão e Peabiru.
Nas rodovias estaduais que cortam o Paraná também ocorreram diversos pontos de bloqueio. De acordo com um dos organizadores do movimento dos caminhoneiros, Osmir Monteiro, em Jardim Alegre, na região de Ivaiporã, cerca de 350 caminhões participavam da mobilização no local, o que levou à formação de uma fila de 5 quilômetros para cada lado da pista na PR-466.
Segundo informações da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), na PR-468, em Moreira Sales, ontem a concentração era de 20 caminhões no local. Em Quedas do Iguaçu, na PR-473, eram 15 caminhões na mobilização e em Medianeira, na PR-495, 20 caminhões, o que levou à formação de um quilômetro de fila.
Na PR-182, em Realeza, ocorreu uma das maiores concentrações de caminhões ontem no Estado, com 350 carretas e sete quilômetros de fila. Em Nova Prata do Iguaçu, na PR-471, foram 70 caminhões e 1,5 quilômetro de fila e, em Francisco Beltrão na PR-180, 80 caminhões e dois quilômetros de fila. Em Marmeleiro, foram 250 caminhões parados.
Entre Piraí e Castro, na PR-151, houve manifestação dos caminhoneiros, que interditaram a pista.
Na última segunda-feira, um caminhoneiro morreu durante um bloqueio realizado na BR-369, próximo à Mamborê. Por volta das 15h30, o caminhoneiro Augostinho Daboite, 44 anos, colocava um cone em frente a um ônibus que passava pelo bloqueio. O veículo teria tentando diminuir a velocidade, mas atropelou o manifestante.
A mobilização é contra a Lei do Caminhoneiro, que entrou em vigor em junho deste ano, e limitou a jornada de trabalho a 10 horas para os contratados e a 12 horas para os autônomos. Outra exigência são os intervalos de 30 minutos a cada quatro horas trabalhadas e um repouso ininterrupto de 11 horas a cada 24 horas. Os caminhoneiros querem a suspensão da lei até que sejam construídos ''pontos de paradas'', onde os veículos possam permanecer em segurança.
A categoria também contesta a Resolução 3.658 da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que acaba com a carta-frete e a informalidade na discriminação de custos da contratação de autônomos por parte das transportadoras. Os trabalhadores pedem a suspensão temporária da norma, até que o sistema eletrônico de pagamento seja estruturado.

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