Caminhoneiros fecham rodovia
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quarta-feira, 24 de março de 2004
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os caminhoneiros reuniram-se ontem à noite com o Sindicato dos Operadores Portuários e representantes dos embarcadores, na sede da Appa, para discutirem a indenização sobre os dias parados na BR-277, durante a greve no Porto de Paranaguá. Havia consenso sobre a necessidade de pagar as estadias como querem os caminhoneiros, mas havia divergências sobre o valor a ser pago.
Os caminhoneiros querem o pagamento de R$ 1 a tonelada/hora. Os embarcadores e agentes portuários que vinham pagando R$ 0,25 por tonelada/hora iriam propor o pagamento de R$ 0,40 a tonelada/hora. A proposta seria submetida aos cerca de 6 mil caminhoneiros reunidos em assembléia quando deveriam decidir se aceitariam ou não.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abicam), José da Fonseca Lopes, enquanto não houvesse acerto sobre o pagamento das diárias, os caminhoneiros não iriam descarregar a mercadoria no porto. Para pressionar por uma solução rápida os caminhoneiros decidiram bloquer a BR-277 ontem. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a estrada ficou com 11 pontos bloqueados pelos caminhoneiros. O bloqueio começou às 6 horas da manhã, com seis trechos fechados e aumentou durante a tarde. De acordo com a PRF, nenhum veículo conseguiu chegar ao litoral hoje pela rodovia.
O primeiro ponto fechado é no quilômetro sete, na entrada de Paranaguá, e o último é no quilômetro 101 da BR-116, no Contorno Leste, em Curitiba. A fila de caminhões era de 80 quilômetros ontem à noite. (Colaborou Andréa Bordinhão)


