Foz do Iguaçu - Pelo menos 800 caminhões amanheceram ontem no pátio e nas vias de acesso à Estação Aduaneira do Interior (Eadi) em Foz do Iguaçu, por causa do paralisação dos auditores da Receita Federal realizada no dia anterior. O retorno ao trabalho foi marcado pela lentidão nos desembaraços e por reclamações de motoristas.
Residente em Guarapuava, Eiduarte Meira, 36 anos, estava irritado porque perdeu um dia de serviço no transporte de uma carga de calcário para Ciudad del Este (Paraguai). ‘‘Temos um prejuízo de R$ 300,00 em cada dia parado. Deixaram a gente na mão’’, criticou.
O protesto dos fiscais na terça-feira resultou na liberação de somente 287 cargas, número bem abaixo da média diária de 600 despachos. A morosidade obrigou cerca de 630 caminhoneiros a pernoitarem no estacionamento e 170 a formarem filas na BR-277 e avenidas próximas ao portão da Eadi. Parte deles veio ou tinha como destino o Paraguai, Argentina, Uruguai e Chile.
Ontem, a expectativa era de normalização do fluxo até o começo da noite, com prioridadepara cargas perecíveis e de animais. O movimento na Ponte da Amizade (Brasil/Paraguai) foi normal, diferente de anteontem, quando auditores promoveram três momentos de operação-padrão (vistoria de todos os veículos).
A categoria reivindica reajuste salarial de 21,66%, referente às perdas de 1998 a 2001. Novo protesto pode ser realizado na próxima terça-feira.

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