Curitiba - Os protestos realizados pelos caminhoneiros bloquearam rodovias ontem no Paraná e tiveram adesão de mais de 50% da categoria. As informações são do presidente da Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Paraná (Fetac) e presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de Ponta Grossa, Neori Negrão Leobet. Segundo ele, a orientação do movimento era para que os motoristas parassem, mas ficassem em casa ou em postos de combustíveis. No entanto, parte dos caminhoneiros promoveu bloqueios nas estradas que cortam o Estado. Hoje, o Paraná conta com cerca de 100 mil caminhoneiros autônomos.
Entre as reivindicações da categoria estão melhorias nas rodovias, subsídio ao preço do óleo diesel, isenção do pagamento de pedágio e a votação e sanção imediata do projeto que aprimora a Lei do Motorista. A ideia é que o movimento se estenda até amanhã. Segundo ele, os caminhoneiros não concordam com a Lei do Descanso, a lei 12.619, que obriga os motoristas profissionais a descansarem meia hora a cada quatro horas e 11 horas entre dois dias de trabalho. A reivindicação é que o descanso seja de oito horas.
Segundo informações das Polícias Rodoviárias Estadual e Federal e das concessionárias de rodovias, no Paraná houve bloqueio da BR-376 no Km 502, nos dois sentidos, em Ponta Grossa. Neste local, os caminhoneiros bloquearam totalmente o tráfego a cada 20 minutos, com liberação de outros 20 minutos.
Na PR-151, Km 288, em Castro, houve bloqueio total somente para caminhões. Na BR-277, próximo a Guarapuava, foi impedida a passagem de caminhões e liberados somente os veículos de passeio, de emergência e motos. Em alguns momentos da tarde de ontem, houve formação de fila nos dois sentidos da rodovia. Na BR-277, Km 344, na saída de Guarapuava, sentido Foz do Iguaçu, a manifestação começou por volta das 10 horas. Às 15 horas, os caminhoneiros começaram a parar os caminhões e pouco antes das 16 horas a manifestação foi encerrada.
A PR-182, em Realeza, foi bloqueada por volta das 11 horas de ontem e liberada às 14 horas, no Km 464. A mesma rodovia ficou interditada no Km 459 até às 18 horas.
Os caminhoneiros das empresas de transporte não aderiram ao movimento, segundo o vice-presidente da Fetranspar, Gilberto Cantu. Segundo ele, os maiores problemas que os caminhoneiros das empresas enfrentaram foram bloqueios em São Paulo. Ontem, além do Paraná, ocorreram protestos e bloqueios em Santa Catariana, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso.
Os protestos foram mais intensos em São Paulo onde ocorreram bloqueios nas rodovias Anchieta, Cônego Domênico Rangoni e na pista expressa da rodovia Castello Branco, em Barueri, entre outros pontos de congestionamento. (Com agências)

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