A comissão que representa os caminhoneiros retidos em Foz do Iguaçu disse ontem à Folha que se os funcionários não cumprirem o acordo de liberar com maior rapidez as cargas, os caminhoneiros vão tomar, mais uma vez, os funcionários da Receita como reféns. ‘‘Se eles continuarem nos usando dessa forma como estão fazendo, amanhã (hoje) vamos fechá-los aqui novamente’’, disse o caminhoneiro Gysbert Heinzen, de Realeza.
Ao contrário do que ocorreu no resto do País, em Foz a operação-padrão não foi interrompida na semana passada. Todos os cerca de cem auditores e 250 técnicos do Tesouro Nacional que trabalham na cidade aderiram. No Paraná, ontem, não houve atividades ontem no aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais (região metropolitana), e no posto da Receita de Curitiba - onde só o serviço de recebimento de documentação funcionou. No porto de Paranaguá, a operação-padrão também continuou. Assembléia das categorias em Curitiba para decidir sobre o seguimento da greve, iniciada às 16h30, não havia terminado até o início da noite, ontem.
Os técnicos e auditores da Receita Federal de todo o País reivindicam reajuste salarial de 54,09%, além de 28,86% prometido pelo governo federal e concedido para outras categorias; implantação de um plano de carreiras e salários e recursos para a compra de equipamentos.

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