Caminhoneiros ameaçam com greve nacional
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de março de 2004
Vânia Casado<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - Os caminhoneiros que estão bloqueando a entrada do pátio de triagem no Porto de Paranaguá, há três dias, disseram que não saem de lá enquanto não tiverem uma determinação segura a respeito do pagamento das estadias sobre o período que permanecem parados nas filas. O movimento dos caminhoneiros teve o apoio da superintendência do porto e do governo do Estado.
Para dar suporte à iniciativa dos caminhoneiros, o governo do Estado determinou à Defesa Civil a distribuição de sanduiches, água e garantia de segurança pelo tempo que permanecerem parados nas filas. Os caminhoneiros alertaram que desse movimento pode surgir uma greve nacional do setor.
Eduardo Requião distribuiu uma nota aos caminhoneiros onde afirma que a fila, que ontem no início da noite estava em 69 quilômetros, vem sendo provocada pela resistência dos operadores que não aceitam as programações de embarque. Segundo Eduardo, os operadores portuários não estão escalando os trabalhadores para as atividades o que faz aumentar ainda mais a fila de caminhões.
Um dos líderes dos caminhoneiros, José Araújo da Silva, ''o China'', disse à Folha que os caminhoneiros apóiam o superintendente Eduardo Requião, mas não aceitam ser massa de manobra na briga entre governo e usuários do porto. ''Se daqui não sair uma solução para o pagamento da estadia, que estamos lutando há mais de dez anos, a fila pode chegar em Cascavel porque não vamos sair daqui'', avisou.


