Caminhoneiro morre na fila de Paranaguá
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 20 de abril de 2001
Carmem Murara De Curitiba 
O caminhoneiro Miguel Franzoi, de Curitiba, foi uma das vítimas da falta de segurança para os motoristas que aguardam no acostamento das rodovias para desembarcar soja em Paranaguá. No último dia 10, ele foi atropelado por um carro que fugiu sem prestar socorro. Franzoi foi encaminhado às pressas para o Hospital Cajuru, onde ficou internado em estado grave. Quatro dias depois, ele morreu, conforme informou ontem o plantão do hospital, deixando mulher e filhos adolescentes.
O caso só se tornou conhecido ontem, quando o Sindicato dos Transportadores Rodoviários (Sindicam) soube do ocorrido e divulgou uma carta de protesto. Segundo o presidente da entidade, Diumar Bueno, a família de Franzoi esteve no sindicato para deixar o caminhão estacionado e anunciar que pretende vendê-lo.
Franzoi era aposentado, mas para melhorar sua situação financeira decidiu pegar a estrada. Estava carregando soja em direção ao porto. O acidente foi por volta das 23 horas, pouco antes da Serra do Mar.
Fim do pacto A fila de caminhões que transportam soja e milho para exportação está de volta na BR-277, no trecho de Curitiba a Paranaguá. O congestionamento ontem à noite era de 53 quilômetros, ou seja, sete quilômetros após a praça de pedágio, com interrupção de dez quilômetros na Serra do Mar. O Sindicato dos Caminhoneiros acusou as cooperativas e o porto de terem descumprido o acordo de segurar as cargas no Interior do Estado, seguindo um cronograma de escoamento. As cooperativas negam que tenham desrespeitado o pacto e colocam a responsabilidade sobre alguns exportadores e produtores independentes.


