''Caminhonaço'' chega ao Paraná amanhã, diz Faep
Da Redação
O caminhonaço dos produtores rurais, vindo do Rio Grande do Sul, deve entrar no Paraná após o horário do almoço desta quinta-feira, pela PR-280, com destino ao município de Pato Branco. A caravana, que leva a Brasília as propostas da agricultura para gerar empregos e superávit na balança comercial, será recepcionada no trevo de acesso a Pato Branco, com faixas, caminhões e máquinas agrícolas dos municípios da região.
Ainda na noite de quinta-feira, o comboio vai a Guarapuava, onde haverá concentração no campus da Universidade, com jantar e adesão de caminhões da região central do Paraná. Após a passagem por Guarapuava, a caravana se deslocará via Ivaiporã e irá pernoitar em Londrina na sexta-feira, onde haverá concentração no Parque de Exposições Ney Braga, com jantar e novas adesões das regiões Noroeste e Norte do estado.
A coordenação do caminhonaço no Paraná está a cargo do vice-presidente da Federação da Agricultura do Paraná (FAEP), Guerino Guandalini, e tem apoio de todos os sindicatos rurais.
Compromissos Através da Agenda Positiva do Campo, que será apresentada às autoridades em Brasília, os produtores se dispõem a assumir nos próximos três anos o compromisso de gerar 1,5 milhão de empregos e expandir a produção entre 3% e 5%. No documento os produtores garantem produzir 100 milhões de toneladas de grãos por ano e exportar US$ 45 bilhões em produtos agropecuários por ano. Segundo a reivindicação dos produtores, a agricultura só crescerá se houver solução para a falta de renda do produtor rural, o fim do desrespeito ao direito de propriedade e o endividamento agrícola.
É importante ainda salientar, segundo o documento, que sete dos dez setores que mais criam empregos no país pertencem ao agronegócio e que a agricultura brasileira é a âncora do Plano Real, e que por isso o preço da cesta básica continua estável. A agropecuária garantiu um superávit de US$ 42,79 bilhões na balança comercial durante o Plano Real.
Gaúchos conseguem O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, anunciou ontem que o Banco do Brasil foi orientado a liberar entre R$ 100 milhões e R$ 200 milhões para financiar a estocagem de arroz no Rio Grande do Sul, o principal Estado produtor do cereal.
Ele também autorizou a Conab a prorrogar o prazo de contratação de EGF do arroz até 30 de setembro próximo. O prazo havia vencido em 30 de julho. As medidas permitem aos produtores reter o produto, evitando a deterioração dos preços em razão das importações da Argentina e do Uruguai, disse Pratini.





