Curitiba Desde ontem, caminhoneiros de todo o Brasil estão sendo vistoriados por fiscais da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e por patrulheiros da Polícia Rodoviária Federal (PRF). É que terminou oficialmente o prazo para que todos os transportadores rodoviários de carga façam o cadastramento da ANTT e portem o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC). De acordo com o gerente executivo da Superintendência de Logística e Transporte Multimodal da ANTT, Eduardo Agassi Pinho, o objetivo do cadastramento é fazer um panorama exato do tipo de transporte de carga que é realizado no Brasil.
''Sabemos que cerca de 60% da produção brasileira é transportada pelas rodovias do Paraná. Mas não temos como afirmar de que forma isso é realizado, com que tipo de frota, idade dos caminhões que transitam nas rodovias, capacidade de escoamento de safra. O que queremos é ter um panorama exato disso tudo'', analisou ele. No Paraná, cerca de 50% dos transportadores de cargas ontem estavam circulando de forma irregular e foram autuados. No Posto Contenda, no KM 634 da BR-376, em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), a maioria dos transportadores e caminhoneiros autônomos alegava desconhecimento.
Pinho disse que a justificativa não pôde ser aceita porque o prazo de cadastramento começou em junho de 2004 e terminaria em dezembro. Foi prorrogado para 28 de fevereiro. ''A verdade é que eles (os transportadores) não acreditavam neste registro. Acharam que não seriam fiscalizados e resolveram não fazer. Mas o registro é sério e será exigido. Ele é obrigatório'', declarou. Para fazer a inscrição, basta que o caminhoneiro ou transportador preencha a ficha de registro e leve sua documentação em um dos 198 postos credenciados em todo o Brasil, sem custo algum. No Paraná são 19 postos credenciados (geralmente sindicatos da categoria).
O supervisor da seção de Policiamento e Fiscalização da PRF, Emerson Brummer Machado, informou ontem que a maioria dos transportadores estava com alguma irregularidade. As multas por infração são severas. Quem não fez registro recebe multa de R$ 500. Certificados de registro falsos ou adulterados são cancelados e por 180 dias o transportador não poderá mais conseguir um novo registro. Os caminhões que não estavam identificados na lateral foram multados em R$ 300.

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