Caminhões batem recorde no porto
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segunda-feira, 01 de setembro de 2003
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba O Porto de Paranaguá recebeu um número recorde de caminhões até o último dia 27. Segundo a administração do porto, 338.167 veículos passaram pelo pátio de triagem em 2003. No mesmo período de 2002, foram 222.146 caminhões. O volume já superou o total do ano passado inteiro, que foi de 299 mil. O motivo é o incremento na exportação de produtos agrícolas: a soja teve aumento de 66.419 carretas em relação a igual perído do ano passado; farelo, 35.593, e o milho, com 46.371 caminhões a mais.
Para o superintendente do Porto de Paranaguá, Eduardo Requião, o aumento no número de veículos ocorreu em razão da boa safra agrícola e da credibilidade que o porto está ganhando internacionalmente. Ele diz que todas as cargas que chegam ao pátio de triagem são rigorosamente verificadas e as impuras ou com excesso de umidade rejeitadas. ''Só esse ano já refugamos quase 4 mil caminhões que a carga não estava de acordo com as normas de qualidade para exportação. Estamos, inclusive, estudando a implantação do Selo Paranaguá, que vai ser um seguro internacional dos produtos que saírem do porto'', afirma.
Quanto às filas quilométricas que se formam na BR-277, no auge da safra, o superintendente diz que isso ocorre devido a produtores que mandam a mercadoria para o porto sem ainda tê-la negociado, no intuito de vender no ''caminho'', aumentando ainda mais a fila. Porém, o porto tem planos para agilizar os serviços. Atualmente, a média é de quatro caminhões que entram no pátio por minuto, permanecendo no local 24 horas. Para a próxima safra, que deve começar em março, ''o pátio de triagem vai sofrer melhorias e a meta é que os caminhões fiquem lá, no máximo, seis horas. Isso aumentaria quatro vezes a velocidade de descarga dos caminhões''. O superintendente acrescenta que, atualmente, o movimento no pátio é de 2,7 mil carretas por dia.
Para agilizar o escoamento de carga, nos próximos dois anos, deverão ser construídos mais três berços de embarque. Requião garantiu que os R$ 150 milhões necessários para a construção da obra já foram liberados pelo governo federal. Além disso, em 15 dias, entra em operação um terminal público de contêineres. O atual é privatizado.


