Curitiba - Os oito caminhões retidos com soja transgênica no Porto de Paranaguá entram hoje no quarto dia à espera de uma decisão da polícia para que sejam liberados. O delegado Sebastião Gaspar, da Delegacia de Paranaguá, ainda está periciando os caminhões. Ele não informou quando deve liberar os veículos.
Após a liberação, os caminhões deverão voltar para a região de origem ou então a carga deve ser desviada para portos de outros estados para ser exportada, informou o diretor geral da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Newton Pool Ribas. Os caminhões são procedentes de Guaíra e carregam soja transgênica oriunda do Paraguai.
A diretoria da empresa Agrorama do Brasil Ltda., dona da carga, não quis se manifestar. Os diretores e a equipe jurídica da empresa estão em Paranaguá tentando liberar a carga.
Com a demora na liberação dos caminhões, quem perde também é o motorista autônomo que não tem como voltar para a região oeste, de onde a produção começa a ser escoada. ''Justamente nesta época que os motoristas mais faturam, têm que ficar parados à espera de uma decisão da polícia'', disse o motorista Valdeci de Lima, um dos que tem os caminhões retidos no porto.

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