No município de São José dos Pinhais, há uma concentração de oito vinícolas que fazem parte de um projeto de turismo rural que foi criado em 1999 e batizado como Caminho do Vinho e que também conta com restaurantes e casas de café colonial.
De acordo com a presidente da Associação Caminho do Vinho, Bernadete Scrobote, neste ano, devem ser produzidos 400 mil litros de vinho, volume estável em relação a 2014. Segundo ela, a uva vem, na maior parte, trazida do Rio Grande do Sul.
Bernadete contou que caiu um pouco o número de visitantes locais, mas que a queda foi compensada por turistas de outros estados, como São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais e até moradores do Nordeste do Brasil. "Antes, estes turistas saíam do Brasil e gastavam em dólar", citou.
Segundo ela, para o Natal, a expectativa é ter aumento de vendas ou, ao menos, estabilidade em relação ao mesmo período do ano passado. No Caminho do Vinho são produzidos vinhos de mesa e também vinhos finos. Bernadete também é proprietária de uma das vinícolas do local, a Cantina Della Mamma, e produz cerca de 10 mil litros de vinho por ano. Também comercializa compota de figo, pão caseiro, doces de abóbora e laranja, biscoitos, empadão, lasanha e pierogi.
A Vinícola Laureanti também faz parte do Caminho do Vinho. O proprietário, Marcelo Laureanti, conta que o pai dele, Giacomo, veio da Sicília na década de 1950, no período pós-guerra, onde o trabalho e o custo de vida na Itália ficaram muito difíceis. Vindo da Província de Catania, Giacomo trouxe o amor pela produção de vinhos. Junto com os filhos que teve no Brasil, abriu a Cantina Laureanti, onde comercializa os vinhos produzidos pela família.
Nos primeiros anos de Brasil, tinha plantação de uva e produzia o vinho para consumo próprio. A produto começou a ser fabricado comercialmente há 25 anos. A vinícola produz cerca de 20 mil litros de vinho de mesa por ano. E Giacomo, aos 84 anos, se dedica ao artesanato criando esculturas em madeira e pintando quadros. (A.B.)

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