Camex terá seu papel preservado
Ao mesmo tempo em que desiste de diminuir o poder e a importância do MDIC, o novo governo também mantém sob as rédeas do Itamaraty a condução das negociações comerciais que envolvem o País outra área que corria o risco de ser transferida, junto com a diplomacia especializada, para a secretaria subordinada à Presidência.
Essa medida, portanto, preservará igualmente o maior filão do futuro ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ex-chanceler e um dos mais experientes negociadores do Brasil, na etapa decisiva das discussões da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), do acordo Mercosul-União Européia e da rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Segundo Palocci, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) será preservada em seu atual formato, ou seja, como instância de decisão sobre temas da área que extrapolam a responsabilidade de um só ministério. Em princípio, continuará presidida pelo ministro do Desenvolvimento.
Conforme informou à reportagem o assessor internacional de Lula, Marco Aurélio Garcia, não faria sentido ''desmanchar'' o formato da Camex. O caminho do novo governo será o de ''buscar maior sinergia'' entre os ministérios que tratam diretamente de temas de comércio mais especificamente, Relações Exteriores, Desenvolvimento, Fazenda e Agricultura e evitar conflitos.





